Sábado, 17 de Agosto de 2019
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Membros da bancada federal do Estado ocupam posições de comando na estrutura da Câmara de Deputados e no Senado

A posição dos 11 membros da bancada do Amazonas, em 2013, não é das piores, especialmente no Senado onde os três representantes do Estado assumiram cargos relevantes



1.jpg Bancada do Amazonas no Congresso é composta por oito deputados e três senadores
05/05/2013 às 17:42

Os espaços de poder no Congresso Nacional são disputados entre os 594 parlamentares – 513 deputados federais e 81 senadores – que no início de cada legislatura buscam assumir o comando da Câmara e do Senado e os cargos das duas mesas diretoras em um jogo político distribuído entre as maiores e mais fortes siglas partidárias. O efeito dominó de ascensão ao “alto clero” resvala nas lideranças, presidências de comissões e relatorias de projetos importantes. Quem não está nesse olimpo de poder pode-se considerar um parlamentar de “baixo clero”.

A posição dos 11 membros da bancada do Amazonas, em 2013, não é das piores, especialmente no Senado onde os três representantes do Estado assumiram cargos relevantes. A começar pelo senador Eduardo Braga (PMDB-AM) que há um ano e três meses ocupa a liderança do Governo. Ele ficou no lugar do senador Romero Jucá (PMDB-RR) que foi líder dos Governos FHC e Lula, permanecendo na função por 12 anos.

Como o Poder Executivo é quem mais legisla, com o excesso de medidas provisórias, Braga é hoje o principal articulador dentro do Senado para fazer com que as propostas do Governo Dilma sejam aprovadas. Se o projeto é derrotado, a falha é do líder que não soube negociar com a base governista e a oposição. Pelo levantamento da liderança, no último ano, houve mais vitórias que derrotas. No primeiro ano de mandato (2011), o senador peemedebista ocupou a presidência da Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT).

Outros espaçosQuem também conquistou visibilidade partidária, em 2013, foi o deputado Silas Câmara (PSD-AM). Depois de Carlos Souza, no ano passado, o deputado evangélico foi escolhido, em março deste ano, um dos vice-líderes do novato Partido Social Democrático. Na 54ª legislatura (2011-2015), Silas já ocupou a segunda vice-presidência da Comissão de Ciência, Tecnologia e Informática (CCTI). Carlos Souza, além de vice-líder do PSD em 2012, também esteve na 1ª vice-presidência da Comissão da Amazônia, Integração Nacional e Desenvolvimento Regional (Caindr). Até março deste ano, o deputado Sabino Castelo Branco (PTB-AM) era o segundo vice-presidente da Comissão do Trabalho e um dos vice-líderes do Partido Trabalhista Brasileiro.

Os deputados Luiz Fernando Nicolau (PSD-AM) e Plínio Valério (PSDB-AM), recém-chegados na Câmara – no lugar dos deputados licenciados Rebecca Garcia (PP-AM) e Pauderney Avelino (DEM-AM) – ainda não ocupam cargos ou funções diretivas no Parlamento brasileiro.

Presidente de frente parlamentar
Dentre os oito membros da bancada do Amazonas na Câmara dos Deputados, além de Átila Lins (PSD-AM), que é o atual corregedor parlamentar e relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos 50 anos de prorrogação da ZFM, o deputado Francisco Praciano (PT-AM) tem conseguido espaços relevantes, embora faça parte da Democracia Socialista (DS), ala mais radical do Partido dos Trabalhadores.

Nos últimos dois anos, o parlamentar petista está na presidência da Frente Parlamentar de Combate à Corrupção e acaba de ser eleito 1º vice-presidente da Comissão Especial que analisa PEC 506, que trata da prorrogação da ZFM. Se Praciano fosse do grupo majoritário do PT nacional, “Construindo Um Novo Brasil” (CNB), possivelmente ocuparia cargos de maior peso político no Congresso.

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