Quarta-feira, 17 de Julho de 2019
Bicicletas

Mercado de luxo: preço de bikes pode chegar até R$ 35 mil

Bicicletas com esse preço são vendidas em Manaus. Demanda por elas é cada dia maior, dizem lojistas



1.jpg Aumento na venda de bicicletas deixa empresários do setor otimistas
05/08/2013 às 17:07

Você, que aprecia pedalar – atividade que só cresce em Manaus -, quanto estaria disposto a pagar por uma magrela?  Algo como R$ 250? Quem sabe, R$ 600? Pois saiba que tem gente que não economiza, quando o assunto é bicicleta. Que o diga o funcionário Público Álvaro Praia, o qual desembolsou “módicos” R$ 22 mil para comprar uma bike nobre.  Produto com acabamento fino, resistente, feito com material nobre, mais leve, o que lhe permite obter maior desempenho com menor esforço.

“Andar de bicicleta é algo mágico, traz uma sensação de liberdade e prazer e, de quebra, é um hábito que permite conquistar saúde e qualidade de vida”, disse Praia, que tem outras seis bicicletas. Entre elas, uma da marca Speed e outra Montain Bike. Esta última, espécie de “pau para toda obra, visto que anda em qualquer tipo de terreno. Aquela, usada preferencialmente para rodas no asfalto, aproveitando o design de seu pneu, mais fino do que os normais.

Praia é o que se pode chamar de entusiasta das bikes. Nos últimos anos, ele passou a investir na compra delas e hoje tem em seu “bicicletário” sete delas. Por precaução, temendo vir a ser alvo de eventuais ladrões, Praia preferiu se alongar na conversa com a reportagem, e, de quebra, pediu para não ter o rosto identificado nesta reportagem, embora tenha topado fazer a foto.

Mercado

Sem reservas, as lojas do ramo comemoram a demanda crescente por “magrelas”. Os empresário falam em crescimento de até 10%, mensalmente, o que tem mantido o setor aquecido. No mercado local, o preço das bicicletas vaira de R$ 250 a R$ 35 mil, dependendo do modelo e do material nele usado.

Para o gerente da Ciclista Pro,  Eduardo Campelo, que também é apaixonado por ciclismo, a estratégia para garantir as vendas e manter o público fiel é sempre ter disponíveis os modelos mais exclusivos. “O cliente não quer folhear catálogo, mas chegar aqui e poder olhar a bicicleta, tocar e, se gostar vai leva na hora”, comentou.

Ele afirma que, entre os destaques da sua loja, está a bicicleta de titânio e fibra de carbono da marca Merida. Ela foi usada nas Olimpíadas. Apenas quatro modelos dela vieram para o Brasil. São as bicicletas modelo Mountain Bike, segundo Campelo, que estão apresentando maior procura por parte dos consumidores de bicicleta. Ele acha que isso se deve ao fato de ela ser uma bicicleta que responde bem em trilhas, atividade crescente entre ciclistas de Manaus. Com aro 29, custa em média R$ 1.800”, disse.

Já Leandro Frota, proprietário da Casa da Bicicleta, aponta que a tendência é que aumente as vendas nos próximos meses por causa da ciclovia Boulevard-Ponta Negra, que começará a ser construída ainda nesse semestre pela prefeitura de Manaus. “Além disso, temos promovido competições semanalmente na ponte do Rio Negro e isso tem feito com que a procura pelas bicicletas se mantenham aquecida”, disse.

PIM responde por 20% da produção

O Polo Industrial de Manaus (PIM) gera aproximadamente 4 mil empregos no setor de produção de bicicletas e produz uma média anual de 1 milhão delas, o que representa 20% do mercado nacional. Mas as empresas do ramo não vivenciam um bom momento de produção e vendas. “Nos primeiros cinco meses desse ano, o  Polo Industrial de Manaus registrou a produção de 289.863 unidades, o que significa queda de 17,8% comparado ao mesmo período do ano passado. Isso ocorreu devido a mudança de consumo do produto, porque a bicicleta se tornou algo da moda e os modelos mais sofisticados e mais caros passaram a ser os mais procurados, enquanto os modelos baratos e simples, que antes eram os mais produzidos passaram a ficar de lado”, disse José Eduardo Gonçalves, diretor executivo da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo).

Entretanto, Gonçalves explicou que a tendência é que esses números aumentem por diversos fatores. Entre eles, a chegada da marca Houston. “Que atualmente está  com a fábrica em processo de implantação no PIM. O objetivo de produção dela é alto”, afirma o Gonçalves, adiantando também que há interesse de fabricantes de bicicletas elétricas em se instalarem no polo.

Ele afirma que, ainda no segundo semestre deste ano, o Conselho Nacional de Transito (CONTRAN) deverá regulamentar as bicicletas elétricas. Com isso, isso não será necessário licenciamento para utilizá-las, o que deve incentivar mais o uso do produto, principalmente para trabalho.

Além disso, o diretor da Abraciclo acrescenta que no momento está sendo atualizado o Processo Produtivo Básico (PPB) da bicicleta. Caso seja aprovado, tornará as “magrelas” já produzidas no PIM mais competitivas em termos de material nobre e de design, agora mais arrojado.

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