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Cotidiano
INVESTIMENTOS

Mercado imobiliário do Amazonas deve aumentar 5% em 2018, aponta associação

O crescimento dependerá da facilidade e da disponibilidade de crédito pelas instituições financeiras. Em 2017, o setor movimentou R$ 806 milhões na cidade 24/03/2018 às 08:29
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Empresários e entidades do setor participaram ontem do Fórum Norte e Nordeste da Indústria da Construção (Foto: Euzivaldo Queiroz)
Larissa Cavalcante Manaus

O mercado imobiliário local deve aumentar em 2018 pelo menos 5%, mas o ritmo de crescimento dependerá da facilidade e da disponibilidade de crédito pelas instituições financeiras, é o que avalia o presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas (Ademi-AM), Romero Reis. Em 2017, o setor movimentou R$ 806 milhões na cidade com a venda de 2.736 imóveis novos, entre apartamentos, empreendimentos comerciais, casas e terrenos.

“O mercado tem tudo para voltar a crescer e os lançamentos imobiliários voltarem a ocorrer. Um aspecto fundamental que pode contribuir para uma retomada acelerada é as instituições financeiras acompanharem o movimento de queda da taxa de juros (Selic), está no menor patamar da história  6,5% ao ano. Descontando a inflação, vamos ter algo em torno de 3,5% de juros real, e o desempenho do mercado imobiliário depende da concessão de crédito e em especial das taxas de juros”, afirmou Reis.

Empresários do mercado imobiliário e da indústria da Construção Civil, representantes de entidades do setor e instituições financeiras como Caixa Econômica Federal (CEF), Banco do Brasil e Santander estiveram reunidos ontem no Fórum Norte e Nordeste da Indústria da Construção (FNNIC) na sede da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam).

O mercado imobiliário começou o ano bastante otimista. No mês de janeiro, o setor registrou R$ 67 milhões com a venda de 241 imóveis. O bairro que mais vendeu unidades foi o Tarumã, com 102 unidades imóveis, representando 42% do total das unidades verticais residenciais vendidas. 

Indústria

Na avaliação do presidente do Sinduscon-AM, Frank Souza, a indústria da Construção Civil demanda de investimentos, por exemplo, a retomada do Programa habitacional Minha Casa Minha Vida. “A mola propulsora dessa indústria são os investimentos. Os governos municipal, estadual e federal precisam fazer investimentos em infraestrutura para que possam viabilizar mais empreendimentos. O déficit habitacional no País é de mais de 200 mil unidades. O sistema financeiro aumentou o rigor na aprovação de crédito e tem colocado outros obstáculos na liberação que inviabiliza para o cidadão e também aos empreendimentos”, avalia.
De acordo com Souza, o crescimento da indústria ano passado foi de 5% em comparação ao ano de 2016 e o setor espera que esse percentual se mantenha em 2018 em relação a 2017. 

Estoque

A oferta de imóveis (estoque) na cidade é cerca de 4.400 empreendimentos de acordo com a Ademi-AM. O número é pequeno quando comparado à cidade de Curitiba que apresenta o mesmo percentual populacional e detém 10 mil unidades em oferta. “A questão é que o modelo econômico de Manaus, com a Zona Franca, precisa ser reinventado para o mercado voltar a empregar, gerar demanda de serviços e a necessidade de habitação voltar a ser atrativa”, disse Reis.

Compra

O presidente da Ademi enfatizou que o consumidor deve aproveitar o momento de queda na Selic e a baixa no valor do metro quadrado para comprar um empreendimento residencial ou comercial visto que,  com a retomada econômica, o preço dos imóveis deve voltar ao patamar real.

Crédito

A Caixa Econômica Federal é detentora de  90% dos financiamentos imobiliários no Amazonas.Em meio às dificuldades de capitalização e com taxas de juros congeladas há quase 1 ano e meio, a Caixa perdeu a liderança no financiamento imobiliário nas linhas de crédito com recursos da poupança.E quem tem pressa para comprar um imóvel não tem outra opção a não ser pesquisar as condições oferecidas pelos concorrentes.

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