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Cotidiano
Cores que alertam

Mês de Setembro foi marcado por campanhas de sensibilização e questões de saúde

Balanço das campanhas de alerta sobre os riscos da depressão e importância da doação de órgãos é positivo 01/10/2016 às 10:40
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Nesse ano, a campanha ‘Setembro Amarelo’ foi realizada pela primeira vez em Manaus, alertando sobre a depressão. (Clóvis Miranda)
Luana Carvalho Manaus (AM)

O mês de setembro, que encerrou na última sexta-feira (30), foi marcado por campanhas que chamaram a atenção e sensibilizaram a população de Manaus para questões relacionadas à saúde. O “Setembro Verde” destacou a importância da doação de órgãos. O  “Setembro Amarelo” alertou sobre a depressão, a maior causa de suicídio no mundo. Nesse ano, o balanço geral das duas campanhas  é positivo.   

Segundo a coordenadora estadual de transplantes, Leny Passos,  o aumento no número de doações deve ser percebido nos próximos meses. “Nos esforçamos muito para a campanha e as doações aumentam após o encerramento. Tivemos dois saldos positivos que valeram muito o esforço: a primeira foi a oportunidade que a imprensa nos deu de falar sobre o assunto e a segunda foi a sensibilização dos profissionais de saúde”, disse a coordenadora. 

Leny explicou que, com a campanha, muitas famílias e principalmente profissionais da saúde puderam se informar mais sobre o assunto. “Através da imprensa, a população pôde saber mais sobre a doação de órgãos, para que serve, quais os tipos de doações podem ser feitas no Estado. Já os profissionais que trabalham em hospitais, nas emergências, foram impactados com a informação também, porque além de também serem doadores, podem ajudar as famílias a tomarem a decisão”, ressaltou.

No próximo ano, a ideia é realizar uma semana de conscientização para a doação de órgãos a cada quatro meses. “A gente espera que com experiência positiva, possamos criar mais campanhas para lembrar sempre da importância da doação”, frisou. 

No Amazonas, são realizados três tipos de transplantes: em primeiro lugar córnea, seguidos de rim e fígado. Com exceção dos órgãos que podem ser doados por pessoas vivas, como o rim, as doações de pacientes falecidos só podem ser feitas mediante constatação de morte cerebral e autorização da família. 

No Estado, em média, 300  pacientes aguardam na fila de doação de órgãos (córnea, rim e fígado). Em todo Brasil, são aproximadamente 40 mil pessoas cadastradas no Sistema Nacional de Transplante (SNT).

Ontem (30), a campanha foi encerrada com um ato ecumênico na sede da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), às 18h, quando familiares de doadores prestaram homenagem aos entes falecidos.

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