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Mesmo após fim de campanha, combate contra hepatites virais será permanente, diz Susam

Doença endêmica no Estado acometeu, só no primeiro semestre deste ano, 541 amazonenses. Em 39 anos, 11.223 casos de hepatites foram registrados no AM 31/07/2015 às 12:03
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Fundação de Medicina Tropical do Heitor Vieira Dourado realizará hoje testes rápidos para detecção de hepatites
Acritica.com Manaus (AM)

A semana de combate às hepatites virais encerra, hoje,  mas o alerta continua: a doença é endêmica e atingiu, só neste primeiro semestre, 541 pessoas. Em 39 anos, 11.223 casos de hepatites foram registrados em todo o Amazonas.

“Independente da campanha, a população deve sempre estar ciente da importância da prevenção e diagnóstico precoce”, informa Silvana Lima, coordenadora do Programa Estadual de DST/Aids e Hepatites Virais, da Secretaria Estadual de Saúde (Susam).

De acordo com a infectologista, ainda não é possível estimar o número de novos diagnósticos possíveis a partir da campanha,  mas ela garante que o alcance  de conscientização foi maior que o esperado.  “As pessoas estão procurando, se informando, indo às unidades de saúde, procurando saber mais sobre a doença.  Também tivemos  uma participação  especial das comunidades escolares, principalmente no interior, onde jovens e adolescentes fizeram palestras de conscientização”, enfatizou.

Mais de um milhão de preservativos e 60 mil folders informativos foram distribuídos no Estado. A programação da semana também contou com testes rápidos para Hepatite C, que pode ser contraída principalmente por compartilhamento de objetos pontiagudos, seringas ou através de relações sexuais.

Causadas pelos vírus do tipo A, B, C, D e E, as hepatites são doenças que atacam o fígado, um dos órgãos mais importantes do corpo humano.  “Os tipos considerados mais graves – B, C e D – podem ser transmitidos por meio da relação sexual desprotegida, transfusão de sangue e derivados contaminados, uso de drogas, compartilhamento de seringas agulhas, escova de dentes, lâmina de barbear e outros objetos, aleitamento materno e transmissão  vertical (de mãe para o bebê, durante o parto)”, destacou a especialista.

Imunização

Atualmente, existem vacinas para a prevenção das hepatites A e B. As vacinas contra a hepatite B estão disponíveis nos postos de saúde do SUS e contra a hepatite A nos centros de referência, que no Amazonas é a Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD). Ainda não existe vacina contra a hepatite C.

“A vacina está disponível em todos os postos de saúde e é recomendada desde o nascimento, nas maternidades, a pessoas com até 49 anos. Pessoas em grupos de risco, como idosos, pessoas com doenças crônicas, também podem tomar. Já a vacina contra a hepatite A é apenas em crianças de um até dois anos, por enquanto”, informou Silvana Lima.

Indicadores

Entre os anos de 1975 a 2015, foram confirmados 8.538 casos da doença no Amazonas, sendo 3.416 do tipo A, 2.825 do tipo B, 1.662 do tipo C e 635 do tipo D. As maiores incidências foram nos municípios de Manaus, Eirunepé, Coari, Atalaia do Norte, Lábrea, Boca do Acre, Guajará, Manacapuru, Fonte Boa e São Paulo de Olivença.

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