Publicidade
Cotidiano
Notícias

Mesmo após proibição, celulares ainda são comercializados no Centro Histórico de Manaus

Mercado negro dos aparelhos celulares seguiu ativo ao longo desta terça-feira (16), após proibição da polícia quanto à venda do objeto 15/09/2015 às 22:03
Show 1
O vendedor, a banquinha leve e compradores interessados, eis o território livre para a comercialização de aparelhos celulares sem comprovação de origem
SILANE SOUZA Manaus (AM)

Um dia após a Secretaria de Estado de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) anunciar que ia fechar o cerco contra furtos, roubos e venda de celulares contrabandeados e roubados no Centro,  A CRÍTICA flagrou  dezenas de ambulantes comercializando livremente os aparelhos  sem qualquer garantia de procedência nem nota fiscal. O comércio  se concentra na avenida Eduardo Ribeiro e nas ruas Marechal Deodoro, Guilherme Moreira e Henrique Martins.

A CRÍTICA ouviu a conversa entre vendedores ambulantes de celulares da avenida Eduardo Ribeiro, próximo à Praça do Relógio. Um deles estava lendo o jornal A CRÍTICA justamente na página que abordava a intensificação das ações anunciadas pela SSP-AM.

O outro, por sua vez, falava para um ‘colega’ que agora estava “cruel” vender celular nas ruas do Centro. “A gente fica com um ou dois celulares na mão, junto com uma sacola, quando eles (polícia) veem a gente finge e eles nem percebem”, disse um deles.

Mas, em outro ponto da avenida, alguns vendedores anunciavam o “compra e vende celular”. Outros abordavam qualquer pessoa que passasse pela rua. Um aparelho como o Samsung Galaxy S5, vendido por quase R$ 2 mil reais nas lojas, é comercializado por R$ 350 no mercado negro. Durante mais de 30 minutos  apenas uma equipe da Polícia Militar foi avistada fazendo fiscalização pelo local.

No entanto, o supervisor da 24ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), Vithy Bruno, informou que a companhia tem intensificado o policiamento ostensivo e o patrulhamento a pé e de viatura nas ruas do Centro. Segundo ele, hoje há 10 motos e seis viaturas que rondam com frequência os locais onde há maior incidência de roubos e furtos. “As áreas onde registramos maior ocorrência são nas avenidas Epaminondas, Getulio Vargas, Eduardo Ribeiro e no Terminal Central”, afirmou.

Ele ressaltou que as ações conjuntas entre os órgãos têm reduzido o índice de roubos e furtos, quanto à venda de celulares, o efeito deve se dá no decorrer da operação de fiscalização permanente. Mas a população precisa fazer sua parte também. “A dica que sempre damos é que as pessoas, quando virem para a área central da cidade, evitem expor o aparelho eletrônico para não chamar a atenção dos meliantes. É preciso ficar atento e vigilante a qualquer atitude suspeita”, enfatizou.

Roubos de aparelhos são comuns na região

A estudante Juliana Martins, 18,  foi assaltada duas vezes no Centro. Segundo ela, uma vez  no terminal da Matriz, e a outra na avenida Eduardo Ribeiro. Em nenhuma das duas vezes ela conseguiu recuperar o celular, apesar de ter feito o Boletim de Ocorrência (BO). “Foi tudo muito rápido. Estava distraída, não tive como fazer nada. Fui à polícia, mas não tive resposta. Até hoje não recuperei meu celular”, disse.

Para a dona de casa, Socorro Fernandes, 42, o medo que a maioria da população tem de andar pelas ruas do Centro da cidade é justificável principalmente pelos furtos e roubos praticados naquela região. “Eu quase não venho ao Centro porque tem muito roubo de celular. Já tive amigos que foram assaltados quando estavam aqui. Agora com as ações de combate talvez melhore, mas bandido não tem mais medo da polícia”, lembrou.

A universitária Núbia Cecílio, 44, destacou que não viu nenhum policial nas ruas centrais enquanto estava fazendo compras ontem pela manhã. Nem no posto da polícia que fica entre as avenidas Sete de Setembro e a Eduardo Ribeiro. “Acredito que primeiro é preciso intensificar as ações preventivas. Só se encontra policial nas ruas quando acontece roubo. Se for um acaso urgente não achamos nenhuma policial. No caso de turistas, a polícia deve está aqui para ajudá-lo também”, afirmou.

O supervisor da área da 24ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), Vithy Bruno, ressaltou que os contatos imediatos para denúncias e pedidos de apoio podem ser feitos direto pelo número 98824-1548, visto que, denúncias pelo 190 demoram de 30 a 40 minutos para chegar ao conhecimento da companhia da área.

Saiba mais

Segundo a SSP-AM, as polícias Civil e Militar, em parceria com os órgãos da prefeitura, reforçarão o combate ao contrabando e descaminho de mercadorias, principalmente, celulares vendidos sem comprovação de origem.

Publicidade
Publicidade