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Mesmo com escolaridade em nível superior, socialite mandante de crime dividirá cela com detentas

O titular da Sejus frisou que Marcelaine Santos Schumann não está recebendo regalias da prisão. "Ela não é melhor que nenhuma outra presa", disse o coronel Bonates sobre a socialite, presa no aeroporto de Manaus vinda de Miami 13/01/2015 às 11:30
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Após desembarcar e ficar sob guarda da Polícia Federal, Marcelaine chegou ao IML onde fez exames e seguiu para o CDP
Nelson Brilhante Manaus (AM)

Nesta quarta-feira (7), Marcelaine Santos Shumann, presa suspeita de ter mandado assassinar Denise Almeida, será transferida para uma das celas comuns do Centro de Detenção Provisória (CDP) Feminina, localizado no km 8 da rodovia BR-174, em Manaus, e vai dividir espaço com três a seis outras presas, dependendo do espaço determinado a ela. A informação foi dada pelo secretária de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejus), coronel Louismar  Bonates.

Marcelaine é formada em Administração, entretanto, Bonates disse que no local para onde ela vai ser transferida só existem celas coletivas, sendo que as menores comportam quatro presas e, as maiores, oito mulheres.

“Ela não é melhor que nenhuma outra presa. Claro que não vou dizer em qual cela ela vai ficar, por questão de segurança, mas aqui ela não está tendo nenhuma regalia, está sendo tratada como todas as demais”,  frisou o secretário. 

A socialite foi isolada para que todos os procedimentos legais sejam concluídos: atendimento psicossocial, exames médicos e cadastramento na unidade. Até esta terça-feira (6), a Sejus ainda não havia recebido o pedido de visitação por parte do advogado de Elaine, José Bezerra. 

Ainda nesta terça, Marcelaine já estava usando o uniforme que nem as outras detentas e recebeu um kit de higiene, com escova, pasta de dente e outros itens pessoais, de acordo com Bonates. 

Habeas corpus negados

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) enviou ao Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) pedido de informações sobre o processo e as decisões que mantiveram a ordem de prisão de Marcelaine. O pedido de informações foi feito no dia 2 de janeiro. A defesa da socialite recorreu ao STJ, na véspera do Natal, para suspender, por meio de um habeas corpus, o decreto de prisão expedido no último dia 19 de dezembro pelo juiz Mauro Antony. No TJ-AM, três pedidos da defesa não lograram êxito. 

No dia 30 de dezembro, o relator do pedido no STJ, ministro Félix Fischer, também indeferiu a solicitação do advogado de Marcelaine, José Bezerra de Araújo. Agora, a defesa aguarda pela decisão colegiada na Quinta Turma do STJ. Até a manhã desta terça-feira (6), não havia registro de que as informações requisitadas pelo STJ já tenham sido repassadas pelo Tribunal de Justiça do Amazonas. 

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