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Metas para combater violência no AM em 2015 vão desde novos investimentos a mudanças na SSP

Alterações na cúpula da Secretaria de Segurança Pública, investimentos no Instituto de Criminalística da Polícia Civil e nas promotorias de Justiça do Ministério Público são promessas para diminuir violência no Estado 31/12/2014 às 10:38
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Reestruturação e fortalecimento das polícias Civil e Militar, e também de presídios, são metas para segurança em 2015
Joana Queiroz Manaus (AM)

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A segurança pública do Amazonas vai passar por um avanço com o uso da tecnologia, que começa a ser usada logo nos primeiros dias de 2015. É o que prometem os novos gestores e o futuro secretário de segurança pública Sérgio Fontes, o procurador-geral do Ministério Público Estadual (MPE), Carlos Fábio Monteiro, e o diretor do Departamento de Polícia Técnico-Científica, Jefferson Mendes de Holanda.

A Inteligência e a perícia técnica-científica serão as “armas” para diminuir e reprimir o crime organizado, reduzir os índices de crimes contra a vida e a impunidade.

O futuro secretário de segurança disse que está montando as equipes de trabalho, que incluem parceiros que trabalharam com ele na Polícia Federal (PF), e promete mudanças nas principais pastas como a Delegacia-Geral, Polícia Militar, Programa Ronda no Bairro e Inteligência.


Sérgio Fontes

De acordo com Fontes, o objetivo maior é diminuir os índices de crimes dolosos contra a vida. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostram que, em 2013, no Amazonas, 909 pessoas foram vítimas de homicídio doloso, aquele em que há intenção de matar.

Projetos

Jefferson Holanda tem projetos para reestruturar o setor de polícia técnico-científica, com aquisição de um complexo de criminalística que ofereça condições para a alocação de equipamentos que estão sendo adquiridos e também a valorização da mão de obra. “Estamos perdendo peritos para outros órgãos devido aos baixos salários”, disse Holanda.

Fontes tem projetos para melhorar o tempo de resposta de atendimento das ocorrências policiais. “Nós vamos buscar igualar com os melhores índices do País, entre eles o de São Paulo, que é inferior a dez minutos”, disse o novo secretário. Sérgio Fontes também ressaltou que, no momento, não podia dar mais informações, antes de sair a nomeação.


Carlos Fábio Monteiro

Carlos Fábio Monteiro está apostando na potencialização do MPE. De acordo com ele, a ideia inicial é investir na estrutura das promotorias de combate às ações criminosas. Segundo o procurador, o projeto do Ministério Público é fortalecer as ações no Estado do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A ideia é colocar promotores que vão trabalhar com exclusividade nessas ações, como acontecem em outros Estados.

Polícia

Será otimizado o tempo de atendimento e deverá ser igualado ao de São Paulo, que é de menos de dez minutos, um dos menores do País. A polícia técnico-científica vai receber investimento para ter condições de dar respostas que colaborem com a elucidação dos crimes.

Investimentos


Jefferson Holanda

Está previsto investimento em tecnologia, equipamentos, programas e softwares que facilitam o cruzamento de dados no que diz respeito à lavagem de dinheiro, e de combate à corrupção por meio de análise de despesas, que são feitas com cartões de crédito e viagens, além de compras com dinheiro.

Identificação

O Instituto de Identificação (II) vai ser modernizado. Hoje toda emissão de documentos é feita manualmente. A previsão é que o mesmo seja informatizado ainda no início de 2015 e que sejam  adquiridos programas que irão agilizar, principamente, a emissão de carteiras de identidade e outros documentos.

Capital e interior

As ocorrências dos crimes violentos não são “privilégios” só para os que moram na capital. A população do interior, em 2014, assistiu assaltos a bancos com reféns, homicídios e o avanço do tráfico de drogas nas comunidades ribeirinhas, assim como o crescimento dos crimes contra a flora e a fauna.

Sistema Penitenciário

O sistema penitenciário será prioridade do MPE e de qualquer órgão que trabalhe no combate ao crime. Os órgãos de segurança deverão compartilhar dados de forma mais eficaz. Informações da Secretaria de Inteligência sobre criminosos devem ser compartilhadas com o MP e judiciário para que tomem as decisões.

Presídios

As fiscalizações nos presídios irão aumentar. O MP vai ser mais rigoroso e responsabilizará quem está descumprindo a lei; não vai compactuar com o erro e vai cobrar a conclusão dos inquéritos disciplinares e administrativos, pois sem isso não se chega a uma conclusão.

Crime organizado

O Ministério Público vai fortalecer as ações no Estado do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A ideia é colocar promotores que vão trabalhar com exclusividade nessas ações, como acontecem em outros Estados. Hoje o grupo é formado por um coordenador e três promotores.

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