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Métodos de combate ao HPV desenvolvidos no AM são apresentados em Congresso

O método, já utilizado em países como a Holanda e México, proporciona o diagnóstico rápido do Papilomavírus Humano (HPV), que em níveis mais altos pode causar o câncer do colo útero 12/11/2015 às 09:03
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O 3º Congresso Pan Amazônico de Oncologia acontece até o próximo sábado
Luana Carvalho ---

As mulheres ribeirinhas poderão, brevemente, contar com dois métodos de ponta produzidos no Amazonas para facilitar o diagnóstico do câncer do colo do útero. Um deles é o kit de auto-coleta ‘Coari’, testado pela primeira vez em mulheres da zona rural do município de mesmo nome (distante 363 quilômetros de Manaus) e apresentado ontem, durante o primeiro dia do 3º Congresso Pan Amazônico de Oncologia, em Manaus.

O método, já utilizado em países como a Holanda e México, proporciona o diagnóstico rápido do Papilomavírus Humano (HPV), que em níveis mais altos pode causar o câncer do colo útero. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que nos últimos dois anos, foram diagnosticados 33,51 casos para cada 100 mil mulheres no Amazonas, colocando o Estado no topo de incidência da doença no Brasil.

A enfermeira Josiane Montanõ, mestre em ciências da saúde, foi quem defendeu a tese, idealizada pelo orientador doutor José Eduardo Levi. “Eu já queria trabalhar com prevalência de HPV e decidimos aplicar a autocoleta em ribeirinhos, uma vez que nossa região possui uma limitação geográfica que dificulta o acesso aos atendimentos médicos”, explica.

Durante o estudo, a pesquisadora constatou que de 412 mulheres atendidas, 112 nunca tinham feito o exame preventivo Papanicolau. Nove mulheres apresentaram alterações, sendo dois casos de câncer invasor, duas lesões de alto grau e cinco de baixo grau.

Todas as pacientes foram tratadas e encaminhadas para a Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon). “Temos a expectativa de que o estudo venha despertar os gestores do nosso Estado para criar novas ferramentas para auxílio do Papanicolau. Muitas mulheres não tem acesso ao exame por viverem em áreas isoladas”, comenta.

Segundo Montanõ, os próprios agentes comunitários de saúde podem oferecer o método de coleta às mulheres. Outro dispositivo de auxílio ao diagnóstico é a ‘citologia em meio liquido’, conforme explica a gerente do departamento de ensino e pesquisa do FCecon, Júlia Mônica. “Uma pesquisa está sendo feita no Brasil para rastreio de HPV e sua relação com o câncer de colo de útero. A FCecon, juntamente com a Prefeitura e UFAM (Universidade Federal do Amazonas), vai apresentar este projeto de ponta, saindo na frente em relação ao rastreio de HPV no País”.

Maior incidência

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que, nos últimos dois anos, foram diagnosticados 33,51 casos para cada 100 mil mulheres no Amazonas, colocando o Estado no topo de incidência da doença no Brasil.


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