Segunda-feira, 19 de Agosto de 2019
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Michel Temer pediu R$ 10 milhões da Odebrecht em 2014, diz delator

Executivo da Odebrecht afirmou que entregou parte do dinheiro, em espécie, no escritório do amigo de Temer e assessor especial da Presidência, José Yunes



temer1.jpeg De acordo com delator, presidente negociou a verba para o PMDB durante encontro em maio de 2014
09/12/2016 às 18:12

Ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht, Cláudio Melo Filho afirmou, em delação premiada aos investigadores da Lava Jato, que Michel Temer negociou pessoalmente, em maio de 2014, o repasse de R$ 10 milhões da construtora ao PMDB.

No encontrou em que houve o acerto, segundo o delator, também estava presente o ministro Eliseu Padilha, hoje chefe da Casa Civil.

Segundo o delator, um montante não especificado do dinheiro foi entregue em espécie, durante a campanha de 2014, no  escritório de advocacia de José Yunes, amigo e atual assessor especial do presidente Michel Temer. A legislação eleitoral vigente na ocasião obrigava que qualquer doação seja feita nas contas dos partidos, o que segundo Melo Filho não ocorreu neste caso.

As informações foram divulgadas em primeira mão pelo Buzzfeed  e também são destaques da edição da Revista Veja que circula este fim de semana.   

Na delação, Melo Filho afirmou que dos R$ 10 milhões acertados com o atual Presidente da República, R$ 6 milhões seriam destinados à campanha de Paulo Skaf, do PMDB, ao governo de São Paulo, e que o restante seria repassado a Eliseu Padilha para que ele distribuísse nas campanhas do partido.

Ao Buzzfeed, Skaf afirmo que nunca recebeu recursos não contabilizados. Padilha, por sua vez, disse não ter pedido e nem recebido ajuda financeira.

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