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Microempreendedores do AM industrializam o tucupi a fim de garantir segurança alimentar

O projeto “Tucupi de Prateleira” visa o envasamento correto do produto, levando mais segurança para consumidores e aumentando a produtividade dos fornecedores 01/02/2016 às 19:59
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O desenvolvimento do produto é uma iniciativa da estudante Suane Viana, do curso de Tecnologia em Processos Químicos do Ifam
Acritica.com Manaus (AM)

Até 2017, o Amazonas passará a contar com o tucupi de forma diferente. Com apoio do governo do Estado via Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), o produto será produzido dentro de todos os padrões estabelecidos pelos órgãos de fiscalização e controle de segurança alimentar e comercializado em uma embalagem de plástico, com rótulo com especificações técnicas do produto.

O desenvolvimento do produto é uma iniciativa da estudante de Tecnologia em Processos Químicos pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (Ifam), Suane Viana, que está realizando um projeto de pesquisa para envasar e rotular o tucupi dentro das normas que garantem a segurança alimentar para a iguaria amazônica. O projeto de pesquisa está sendo desenvolvido com recursos do governo do Estado via Fapeam no âmbito do Programa Sinapse da Inovação em parceria com a Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (Certi).

“Nós pretendemos sanar as deficiências do produto através de uma rotulagem ideal, atendendo as legislações vigentes e, também, com uma embalagem adequada para o tucupi”, disse Suane.

Segundo a estudante, o projeto irá enaltecer o tucupi, que faz parte da cultura regional, com a finalidade de aumentar a venda do produto e o nicho de mercado, fazendo com que o produto possa ser comercializado em supermercados locais e em estabelecimentos comerciais de regiões do país. 

Para o permissionário do Mercado Adolpho Lisboa, localizado no Centro de Manaus, Carlos Alves, que trabalha com a venda de tucupi, esse novo produto irá ajudar na comercialização do alimento, pois terá mais segurança na questão da embalagem que passará a conter, dentre outros, a data de validade.

“O tucupi é um produto perecível e se vier lacrado, com a data de validade indicada na embalagem, dará mais segurança para nossos clientes e para nós mesmos, pois saberemos a procedência do produto, saberemos que ele veio de um lugar seguro que obedece às normas, por exemplo, da vigilância sanitária, em relação ao controle de qualidade”, disse Carlos Alves.

Já para o permissionário Jorge do Tucupi, que trabalha com a comercialização do produtor desde 1980, o estudo pode resultar até em economia para os comerciantes e um aumento das vendas.

“Atualmente, temos que comprar o produto e embalar em garrafas de dois litros. Se tivermos a oportunidade de já comprar o tucupi embalado e com rótulo, teremos menos despesas. Com um preço menor e já na embalagem com rótulo e segurança alimentar, podemos vender até mais” disse Jorge do Tucupi.

Desenvolvimento

De acordo com Suane Viana, o projeto de pesquisa é dividido em três fases. A primeira foi o mapeamento de produtores de tucupi no Amazonas, principalmente nos municípios do interior do Estado. Feito o mapeamento, iniciou-se a segunda fase que consistiu na confecção de um inventário dos potenciais fornecedores do produto.

A terceira fase consiste na confecção de um manual de qualidade para nortear o processo produtivo seguindo as normas de segurança alimentar. A intenção é que o manual será distribuído aos fornecedores para que eles sigam o processo correto.

“A partir da escolha dos produtores e fornecedores do tucupi, vamos colocar em protótipo a máquina prensa, desenvolvida ao longo do projeto que está em processo de patente. Vamos estimar a produção para saber qual o volume de fabricação do tucupi e se os fornecedores conseguem manter o ritmo de rendimento do produto”, disse Suane Viana. 

Além de garantir a segurança alimentar, a estudante informou que, com a implantação da máquina prensa ao processo produtivo do tucupi, os danos ambientais serão minimizados, visto que, se os resíduos da manipueira (líquido que sai da mandioca e de onde se extrai o tucupi) não forem despejados adequadamente, podem trazer prejuízos para a natureza. 

*Com informações da assessoria de imprensa

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