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Militantes enfrentam chuva para defender a presidente Dilma Rousseff em Manaus

Manifestantes defenderam permanência da presidente, mas cobraram medidas fortes de combate à corrupção no País 13/03/2015 às 22:09
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Manifestação no Centro de Manaus na tarde desta sexta-feira (13)
Janaína Andrade Manaus (AM)

Sob forte chuva, movimentos sociais e centrais sindicais foram para as ruas, nesta sexta-feira (13), defender a permanência da presidente Dilma Rousseff (PT) no governo, a Petrobras e pedir punições para os envolvidos na Operação Lava-Jato. O palco de concentração dos manifestantes foi em frente à praça Heliodoro Balbi (Praça da Polícia), no Centro de Manaus. Segundo estimativa da Polícia Militar (PM-AM), o ato reuniu mil manifestantes.

Além de partidos da base de apoio da presidente, como PT e PCdoB, participaram da manifestação representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), estudantes, professores, entre outros grupos da sociedade civil organizada.

O ex-presidente estadual do PT, João Pedro, classificou a manifestação como um alerta de entidades sindicais e movimentos sociais. “Nós aceitamos as críticas ao governo, mas não aceitamos impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, não aceitamos golpe. Acho que essa manifestação aqui que ficou firme. Apesar da forte chuva, mostrou que estamos dispostos à luta, e que não estamos fazendo uma defesa da Dilma pela Dilma, estamos fazendo defesa à democracia. A elite branca está tentando articular um golpe e isso está posto na grande mídia”, disse Pedro.

O vice-presidente da União Nacional dos Estudantes no Amazonas (UNE), Yan Evanovick, disse que a pauta central dos manifestantes foi a defesa da democracia brasileira, da Petrobras e o combate à corrupção. “A pauta do impeachment contra a presidente Dilma Rousseff é uma pauta inventada por aqueles que não estudam história e que não têm compromisso  com a democracia. Agora nós somos contra a corrupção e defendemos que nenhum ladrão, nenhum corrupto que tenha surrupiado dinheiro público viva livremente”, defendeu Yan.

Silvana Colares, coordenadora do Centro de Referência de Amparo à Mulher (Cramer), falou que “da mesma forma que o movimento defende a democracia e a Petrobras, também critica decisões do governo petista. “Nós não aprovamos as medidas da presidente Dilma ao aumentar o valor da gasolina e em mexer nos direitos dos trabalhadores, somos contrários. E queremos que a presidente volte atrás nessas decisões. Agora, vamos tomar as ruas sempre que a democracia estiver em risco, e sempre que houver qualquer articulação de golpe”, disse Colares.

Para a coordenadora da União Nacional por Moradia Popular (UNMP), Cristiane Sales Teles, é necessário reconhecer e destacar os avanços do governo Dilma para o “povo pobre”. “Sabemos que existem muitos erros no governo e em governos anteriores ao da Dilma, mas não podemos deixar de destacar os avanços para o povo trabalhador, o povo pobre, o povo da periferia do Brasil, como o Bolsa Família, que nos ajudou a sair da precariedade. Nós sabemos que o ‘Minha Casa, Minha Vida’ nos tirou das áreas alagadas, das áreas de risco, e isso essa elite branca fascista não pode esquecer”, destacou Cristiane.

Pauta da Maçonaria

Paralelo ao movimento de apoio à presidente Dilma Rousseff (PT), cerca de 300 maçons dividiram a avenida Sete de Setembro, em frente à Praça Heliodoro Balbi (antiga Praça da Polícia) e fizeram um apitaço para protestar contra a corrupção.

De acordo com o coordenador do movimento maçônico em Manaus, Augusto Sales, o objetivo do ato foi “demonstrar a indignação contra a corrupção e esse momento crítico na economia e na política brasileira.

“Na realidade a maçonaria não é a favor do impeachment da presidente Dilma, mas somos a favor da criação de leis severas contra a corrupção e que se criem mecanismos de combate a essa prática.

De acordo com Augusto, no dia 21 deste mês o movimento maçônico lança um manifesto intitulado “Maçons contra a corrupção - Reforma Política, já”. “Neste manifesto iremos pedir a alteração de algumas leis e ainda que o crime de corrupção vire um crime hediondo”, contou o coordenador no movimento.

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