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Cotidiano
VACINAÇÃO

Ministério da Agricultura concede status de área livre da febre aftosa ao Amazonas

Anúncio foi feito na sede do Governo pelo diretor do Departamento de Saúde Animal, Guilherme Marques. Reconhecimento abre mercado para exportação do gado e produtos de origem animal 16/08/2017 às 16:18
Show febre aftosa
Segundo dados, estima-se que a pecuária represente 2,5% do PIB estadual (Foto: Arquivo/AC)
acrítica.com Manaus (AM)

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) concedeu ao Amazonas o status de área livre de febre aftosa com vacinação. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (16) na sede do Governo pelo diretor do Departamento de Saúde Animal do Mapa, Guilherme Marques. O reconhecimento abre mercado para exportação do gado e produtos de origem animal do Amazonas para outros estados brasileiros.  

Com o reconhecimento de área livre de febre aftosa com vacinação no território nacional o Amazonas segue agora para conquistar um novo pleito, agora com reconhecimento internacional da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). 

“Não temos dúvida de que nós já erradicamos a febre aftosa neste Estado. Agora precisamos melhorar alguns pontos para que possamos encaminhar o pleito a Organização Mundial de Saúde Animal e sermos reconhecido livre de febre aftosa com vacinação do ponto de vista internacional”, destacou Guilherme.

Segundo o Governo, há prioridade nas ações de Defesa Sanitária Animal para promover a erradicação da doença em todo o Estado, que foi detectada pela última vez há 13 anos. As campanhas de vacinação, os índices vacinais, o estudo sorológico, a vigilância ativa nas regiões de maiores riscos, o controle do trânsito animal, as barreiras de vigilância, os recursos humanos e a melhoria da estrutura física dos escritórios da Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas (Adaf) nos municípios foram algumas das ações reforçadas que deram ao Amazonas o status de área livre.

De acordo com o diretor-presidente da Adaf, Hamilton Casara, o Estado passa a trabalhar a partir de então com o foco no reconhecimento internacional. “Todo o trabalho realizado foi para atender as inconformidades apresentadas pelo Mapa através do relatório da auditoria realizada. Nós melhoramos muito no atendimento dessas inconformidades e agora o Ministério da Agricultura veio para dialogar com o Governador para que possamos estabelecer a governança necessária e a resolução das poucas inconformidades ainda encontradas”, pontuou.

Economia

Os maiores rebanhos estão localizados no Sul do Amazonas, nos municípios de Boca do Acre, Apuí e no distrito de Santo Antônio de Matupi, em Manicoré. Estima-se que a pecuária represente 2,5% do PIB estadual, numa parcela de 8% de todo setor primário. O Amazonas, segundo dados da Adaf, possui 1.136.232 bovinos e 74.277 bubalinos alcançando um rebanho total de 1.210.509. Atualmente são 12.372 produtores.

Para Casara, a erradicação da doença no Amazonas vai fortalecer o setor pecuário que passa a contribuir ainda mais com a economia no interior do Estado. “Isso nos leva a um desdobramento. Não é apenas se tornar livre é contribuir para a valorização da carne, valorização da propriedade, do patrimônio do produtor rural, mas acima de tudo contribuir com o aquecimento da economia no interior do Estado. Esse é um novo momento e vamos não apenas nos tornarmos livre com vacinação, mas manter o Amazonas fora do risco de qualquer circulação viral com relação a febre aftosa”, reforçou.

Ao alcançar o status de livre da aftosa, o Amazonas incrementa todo País no cenário comercial internacional de exportação de carne, praticamente sem barreiras, garantindo maiores vendas para a carne e outros derivados da pecuária. Além disso, o Estado consegue, ainda, melhorar o campo da genética ao poder trazer animais geneticamente melhorados.

“O reconhecimento do Estado como livre de febre aftosa com vacinação representa na prática mais renda para o bolso de 60 mil amazonenses que vivem hoje da atividade da pecuária. Também somos conscientes de que o Estado não pode viver mais só da atividade da Zona Franca de Manaus. Precisamos interiorizar mais a economia do nosso Estado e esse reconhecimento que vai acontecer deve abrir um horizonte muito promissor para nossa pecuária para que possamos vender genética, embriões e até animais vivos para o exterior, a exemplo do Pará, gerando emprego e divisas para o estado e o País”, destacou o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Amazonas (Faea), Muni Lourenço. 

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