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Cotidiano
SAÚDE PÚBLICA

Ministério da Saúde atualiza número de casos registrados de sarampo no Brasil

Até o dia 17 de julho, 444 casos foram confirmados de sarampo no Amazonas e 216 em Roraima 18/07/2018 às 16:43 - Atualizado em 18/07/2018 às 16:43
Show sarampo
Foto: Divulgação
acritica.com Brasília (DF)

Com informações repassadas pelas secretarias estaduais, o Ministério da Saúde divulgou nesta quarta-feira (18) dados atualizados sobre a situação do sarampo no país. Com dois surtos comprovados no Amazonas e em Roraima, o MS afirma que os casos estão relacionados à importação porque o genótipo do vírus (D8) que foi identificado é o mesmo que circula na Venezuela.

Em 2017, casos de sarampo em venezuelanos que adentraram no estado de Roraima foram confirmados, ocasionando um surto da doença no estado, com ampliação de casos da doença para Manaus em 2018. O Ministério da Saúde diz que está monitorando a situação do sarampo em todo o país, especialmente em Roraima e no Amazonas, e as medidas de controle e prevenção já estão sendo realizadas.

Até o dia 17 de julho, foram confirmados 444 casos de sarampo no Amazonas, 2.529 permanecem em investigação e 147 foram descartados. O estado de Roraima confirmou 216 casos da doença, 160 continuam em investigação e 38 foram descartados.

Nesta quarta-feira (18), a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), órgão da Secretaria de Estado de Saúde (Susam), divulgou dados de que os casos de sarampo em Manacapuru, na Região Metropolitana de Manaus, segundo município com maior número de notificações da doença no Amazonas, começaram a cair no mês de julho.

No ponto mais crítico da doença no município, registrado na semana entre os dias 17 e 23 de junho, foram notificados 134 casos. Desde então, o número vem caindo, semana a semana. Na semana de 1º a 7 de julho foram 87 casos notificados e uma semana depois, de 8 a 14, caiu para nove casos.

Além disso, alguns casos isolados e relacionados à importação foram identificados nos estados de São Paulo (1), Rio Grande do Sul (8) e Rondônia (1). Até o momento, o Rio de Janeiro informou ao Ministério da Saúde, oficialmente, 7 casos confirmados. O Ministério da Saúde permanece acompanhando a situação e prestando o apoio necessário ao estado. Cabe esclarecer que as medidas de bloqueio de vacinação, mesmo em casos suspeitos, estão sendo realizadas em todos os estados.

Campanha nacional de vacinação

Será realizada entre 6 e 31 de agosto, sendo o dia D no sábado, 18 de agosto. O público-alvo desta estratégia são as crianças de 1 ano a menores de 5 anos. A meta de vacinação contra o sarampo é de 95%. Em 2017, dados preliminares apontam que a cobertura no Brasil foi de 85,21% na primeira dose (tríplice viral) e de 69,95% na segunda dose (tetra viral).

Ações contra o sarampo

Foi elaborado um plano de fortalecimento da vigilância epidemiológica do sarampo no estado do Amazonas, considerando eixos prioritários de atuação: municípios com mais de 75 mil habitantes, Região Metropolitana de Manaus, Municípios Sede de DSEI, Municípios de fronteira com outros países, Municípios Polo e Comunicação. Para o enfrentamento da situação do sarampo no estado do Amazonas, estão em andamento o bloqueio vacinal, a intensificação vacinal, a varredura (vacinação casa a casa), assim como estratégias de isolamento de casos suspeitos/confirmados durante o período de transmissibilidade.

Eliminação do sarampo

Em 2016, o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde o certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo, e atualmente empreende esforços para manter o certificado, interromper a transmissão dos surtos e impedir que se estabeleça a transmissão sustentada. Para ser considerada transmissão sustentada, seria preciso a ocorrência do mesmo surto por mais de 12 meses.

Entre 2013 e 2015, ocorreram surtos decorrentes de pacientes vindos de outros países, sendo registrados neste período 1.310 casos da doença. O maior número de casos foi registrado nos estados de Pernambuco e Ceará.

Nos surtos de sarampo ocorridos no Ceará e em Pernambuco entre 2013 e 2015, as ações de bloqueio e campanha de vacinação foram realizadas pelo Ministério da Saúde - em conjunto com os estados e municípios - foram eficientes e resultaram na interrupção da transmissão da doença.

O Ministério da Saúde oferta gratuitamente para todos os estados do país as vacinas tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba) e a tetra viral (sarampo, rubéola, caxumba e varicela). As vacinas fazem parte do Calendário Nacional de Vacinação e estão disponíveis ao longo de todo o ano nos postos de saúde em todo o país.

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