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Ministério da Saúde lança suplemento alimentar NutriSUS para beneficiar crianças do AM

Cerca de 2,8 mil crianças de 18 municípios do Estado serão beneficiadas em 55 creches, com a distribuição de 171 mil sachês de vitaminas e minerais 04/03/2015 às 12:52
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De acordo com informações do do ENFAC, após o uso do sachê em pó a suplementação reduz 38% dos casos de anemia e 20% a de deficiência por ferro
Jornal A Crítica Manaus (AM)

Com o objetivo de prevenir anemia e controlar carências nutricionais na infância, o Ministério da Saúde lançou, no início da semana, o NutriSUS, estratégia que distribuirá 171 mil sachês de vitaminas e minerais para fortificar a alimentação ofertada em 55 creches no Amazonas.

A iniciativa beneficiará mais de 2,8 mil crianças de 18 municípios do estado. Para participar da ação, o munícipio deve ter aderido ao Programa Saúde na Escola (PSE). As creches que recebem a fortificação são escolhidas pelo gestor local.

O Ministério da Saúde investiu R$ 7,5 milhões na ação, que atenderá mais de 330 mil crianças de 6.864 creches em 1.717 municípios por todo o país. Para 2015 está previsto um investimento de R$ 12,5 milhões para a compra de 40 milhões de sachês. A iniciativa é realizada em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).

A definição das creches que receberão a suplementação alimentar nessa primeira fase do programa levou em consideração àquelas com mais de 95% das crianças com idade entre 6 e 48 meses, municípios da região Norte e Nordeste e creches dos municípios do Sul, Sudeste e Centro-Oeste com mais de 110 crianças na faixa prioritária.

O Nordeste será a região com o maior número de creches participantes, contabilizando 4.393 unidades. Em seguida vem a região Sudeste - com 1.233, a região Sul, com 599 unidades, e a região Norte com 353. A região Centro-Oeste terá 286 creches participando da iniciativa.

No Brasil, estima-se que uma em cada cinco crianças menores de cinco anos apresentem anemia, sendo mais frequente em menores de dois anos. A expectativa é que a suplementação alimentar reduza este índice.

De acordo com o Estudo Nacional de Fortificação da Alimentação Complementar (ENFAC), realizado pelo Ministério em parceria com a USP, a suplementação reduz em 38% os casos de anemia e em 20% a deficiência de ferro após o uso do sachê em pó. A participação no programa é voluntária e depende do interesse do gestor municipal em aderir à iniciativa.

“Para garantir o pleno desenvolvimento na infância é fundamental fazer uma complementação com micronutrientes que permita o enfrentamento não só da mortalidade, mas também das infecções, desnutrição e obesidade. Por isso, é um grande desafio garantir uma alimentação saudável e fortificada para as nossas crianças. Desta forma contribuímos para termos crianças mais saudáveis”, avaliou o ministro da Saúde, Arthur Chioro.

De olho na saúde dos estudantes

Criado em 2007 pelo governo federal, o Programa Saúde na Escola (PSE) é uma parceria entre os ministérios da Saúde e da Educação para promover a melhoria da qualidade de vida dos estudantes da rede pública de Ensino.

Voltado à promoção da saúde e prevenção de doenças e agravos, o programa prevê a ida de profissionais de saúde às escolas, de forma articulada com as equipes de educação, para acompanhar as condições de saúde dos estudantes e realizar ações de promoção de estilos de vida saudáveis. Avaliação e orientação nutricional, incluindo o combate à desnutrição e à obesidade infantil, fazem parte do Programa.

No ano passado, o PSE passou a incluir mais alunos de creches e pré-escolas. Em 2013, foram disponibilizados R$ 39 milhões para execução do PSE nos municípios.

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