Sábado, 14 de Dezembro de 2019
meio ambiente

Ministério de Minas e Energia lança projeto para geração de energia limpa no AM e BA

Hidrelétricas de Balbina, em Presidente Figueiredo (AM), e Sobradinho (BA) vão receber sistemas de painéis flutuantes para captação de energia solar



article.jpg Resultados ajudarão os agentes públicos e privados do setor elétrico a avaliar em que ambientes geográficos e em que condições é conveniente a instalação dessa tecnologia (Imagem ilustrativa)
17/12/2015 às 16:06

A Eletronorte e a Chesf, vinculadas ao Ministério de Minas e Energia (MME), assinaram contrato para a instalação de sistema complementar de geração de energia solar por meio de placas fotovoltaicas, a serem instaladas nos lagos das hidrelétricas de Balbina (AM) e Sobradinho (BA). O projeto é pioneiro no Brasil e resultará na geração de 10 megawatts de energia limpa a baixo custo até janeiro de 2019.  

A geração de energia por meio de placas fotovoltaicas vai utilizar a mesma estrutura e linhas de transmissão já instaladas e que já atendem as hidrelétricas. A geração excedente vai suprir a necessidade de geração quando a capacidade dos reservatórios estiver baixa.



De acordo com o MME, os custos de investimentos nessa modalidade de geração serão menores do que de outras fontes de energia, com exceção da energia eólica (ventos).

“Nossa intenção é usar 1% da área de nossos reservatórios. Se 1% da área de nossos reservatórios der certo, o volume e a quantidade de energia que nós vamos produzir, será equivalente a uma grande hidrelétrica nova neste País, com a vantagem de que nós estaremos usando as mesmas subestações, as mesmas linhas de transmissão”, explicou o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga aos senadores da Comissão de Infraestrutura.

Estudos realizados pela Empresa de Pesquisa Energética apontam que a utilização plena no Brasil da capacidade deste modal energético resultaria na geração de até 287 mil gigawatts-hora por ano, somente em residências. O valor é mais que o dobro do consumo residencial de eletricidade no país.

Experiência internacional

Para o deputado federal Marcos Rotta (PMDB-AM), o projeto-piloto é louvável e segue padrões internacionais. “Diversos países já contam com usinas solares flutuantes, beneficiando a população local e o desenvolvimento econômico”, declara. A medida, que será utilizada pela primeira vez no Brasil, já foi testada nos Estados Unidos, Japão, Alemanha e França.

“A Hidrelétrica de Balbina é considerada um erro por especialistas, devido ao alto custo e baixa capacidade de geração de energia, quando comparada à sua área alagada. Balbina é criticada, inclusive, pela emissão de gases do efeito estufa, um dos causadores do aquecimento global”, ressalta Rotta.

Segundo o deputado, a produção solar vai permitir uma ampliação significativa da capacidade de Balbina a um custo mais baixo para o consumidor e impacto menor para o meio ambiente do que a construção de uma nova hidrelétrica ou a instalação de outra modalidade produtora.  Marcos Rotta também elogiou o projeto por aproveitar a estrutura já existente, gerando economia para o governo federal.

Ele avalia ainda que a iniciativa-piloto vai contribuir para o desenvolvimento tecnológico das organizações parceiras da iniciativa, como a Universidade Federal do Amazonas. “Seus estudantes, pesquisadores e professores serão beneficiados com aprendizados decorrentes da instalação e acompanhamento do funcionamento das placas em Balbina”, disse.

*Com informações da assessoria de imprensa do parlamentar


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