Sábado, 04 de Julho de 2020
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Ministério Público investiga suspeita de fraude no 50º Festival Folclórico de Parintins

Promotores de Justiça Flávio Mota Morais Silveira e Yara Rebeca Albuquerque Marinho de Paula assinam procedimento investigatório que foi publicado no Diário Oficial dia 1º de junho



1.jpg Apuração dos votos do 50º Festival Folclórico de Parintins
02/07/2015 às 12:04

O Ministério Público do Amazonas (MP-AM) abriu um procedimento investigatório criminal para apurar uma denúncia de fraude no 50º Festival Folclórico de Parintins, ocorrido nos 26, 27 e 28 de junho, e que teve como vencedor o boi bumbá Caprichoso. No festival, as agremiações folclóricas Garantido e Caprichoso se apresentaram na arena do Bumbódromo, em Parintins.

O procedimento investigatório n° 002/2015 foi instaurado pelo MP-AM no mesmo dia da apuração dos votos dos jurados, ocorrida na segunda-feira (29), mas só foi publicado no Diário Oficial do MP-AM de quarta-feira (1º), através da Portaria n° 006/2015-1ª e 2ª PJPIN, assinada pelos promotores de Justiça Flávio Mota Morais Silveira e Yara Rebeca Albuquerque Marinho de Paula.



Conforme o texto, será apurada uma “suposta fraude no resultado do 50º Festival Folclórico de Parintins, envolvendo suposta malversação do dinheiro público e suposta prática de interceptação de comunicação telefônica em desacordo com a Lei n° 9.296/96”, tendo como vítima a sociedade.

No último dia do festival, domingo (28), veio a público um áudio onde dois supostos dirigentes do boi bumbá Caprichoso – o presidente do Conselho de Artes, Chico Cardoso e Armando do Valle – e uma terceira pessoa identificada como Kid conversam sobre um esquema de favorecimento à agremiação no 50º Festival, por meio de aliciamento de jurados. Tanto Chico quanto Armando são ex-membros do boi bumbá Garantido.

Nota de repúdio

A Diretoria da Associação Folclórica Boi-Bumbá Caprichoso divulgou uma nota, no domingo (28), sobre as denúncias de esquema para compra de votos no festival. “Repudiamos as denúncias ao renomado artista Chico Cardoso, contratado desta Associação, na função de teatrólogo, ao mesmo tempo em que refuta qualquer vínculo desta Associação em afronta à lisura do Festival Folclórico de Parintins”, diz na nota.

Na mesma nota, a Associação também informou que qualquer suposta atitude ilícita cometida por Chico Cardoso não tem qualquer relação com a diretoria do Caprichoso e a associação em geral. “O cidadão Francisco Cardoso não faz parte da diretoria do Caprichoso, não podendo, portanto, firmar compromissos em nome da Associação”.

Chico Cardoso

Chico Cardoso também divulgou uma nota nas redes sociais se pronunciando sobre o envolvimento dele no suposto esquema de fraude. “Estou disposto a esclarecer judicialmente todos os questionamentos que giram em torno dessas gravações ilícitas e manipuladas que imprimem uma fantasiosa ideia de compra de jurados. Quero dizer que se trata de uma montagem grosseira e criminosa, mas que já tomei as providências cabíveis”, disse.

“Não houve compra ou manipulação de jurados e muito menos pedido para derrota de A ou B, inclusive com declaração coletiva dos jurados, que será anexada à peça que impetrei contra a diretoria irresponsável do Boi Garantido”, continuou Chico.

Pedido de anulação

Por conta dos áudios divulgados e da suspeita de fraude, a Associação Folclórica Boi-Bumbá Garantido chegou a pedir o cancelamento das três noites do 50° Festival de Parintins na última segunda-feira (29), horas antes da apuração das notas. A Comissão Organizadora do Festival indeferiu o pedido e leu um manifesto em defesa da lisura do corpo julgador. “Precisamos pensar numa nova maneira de trazer jurados para o festival. Queremos que haja conscientização do Governo do Estado, dos patrocinadores e dos órgãos competentes”, declarou o presidente do Garantido, Adelson Albuquerque. 


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