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Cotidiano
Saúde indígena

Ministro da Saúde apresenta ações para reduzir mortes de bebês indígenas

Para Ricardo Barros o objetivo das ações é impactar na diminuição de mortes consideradas evitáveis, uma vez que 65% dos óbitos desses bebês são provocados por doenças respiratórias, parasitárias e nutricionais 23/11/2016 às 19:34 - Atualizado em 23/11/2016 às 21:39
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Ministro da Saúde, Ricardo Barros esteve acompanhado do secretário estadual de Saúde (Susam), Pedro Elias. Foto: Evandro Seixas
Náferson Cruz Manaus

Uma série de ações para reduzir em 20% mortes de bebês e crianças indígenas com até cinco anos de idade foram lançadas nesta quarta-feira (23) pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, que esteve acompanhado do secretário estadual de Saúde (Susam), Pedro Elias.

Segundo o ministro, o objetivo das ações é impactar na diminuição de mortes consideradas evitáveis, uma vez que 65% dos óbitos desses bebês são provocados por doenças respiratórias, parasitárias e nutricionais.

 Entre as metas na saúde indígena destacadas por Ricardo Barros estão: garantir que 85% das crianças menores de cinco anos tenham esquema vacinal completo, ampliar para 90% as gestantes com acesso ao pré-natal, implementar as consultas de crescimento e desenvolvimento para crianças indígenas menores de 1 ano, chegando a 70%, ampliar para 90% o acompanhamento pela vigilância alimentar e nutricional às crianças indígenas menores de 5 anos e investigar, ao menos, 80% dos óbitos materno-infantil fetal.

 Ainda como reforço  a assistência à saúde, Barros entregou à população ribeirinha e indígena cinco Unidades Básicas de Saúde Fluviais (UBSF) e anunciou a construção de outras duas unidades. Juntas, as unidades darão assistência às populações de seis municípios no Estado: Parintins, Anamã, Barreirinha, Beruri, Itacoatiara e São Paulo de Olivença.

O investimento total na construção das UBSF foi de R$ 12,2 milhões, que vão receber custeio do governo federal entre R$ 80 mil e R$ 90 mil, assim que iniciarem o funcionamento. Cada UBSF conta com um médico generalista, um enfermeiro, dois técnicos de enfermagem, um dentista, um técnico de higiene bucal, um biomédico, um técnicos de análises clínicas e agentes comunitários de saúde.  

Segundo o titular da Susam, Pedro Elias,  a previsão nesta fase inicial é de 30 UBSF. “Conversei com o ministro sobre a situação do Estado e que precisamos ampliar essa forma de assistência à saúde, afinal são 62 municípios. É muito importante que possamos chegar em todos os municípios e até o final do próximo ano consigamos entregar conforme planejado”, destacou.

O ministro Ricardo Barro enfatizou a importância do elo e parcerias para garantir o atendimento à saúde, o que pode representar mais recursos para o Estado no próximo ano. “Estamos atentos às parcerias com Estado, Município e União, para que a rede seja adequada para atender a saúde, em especial aqui no Amazonas, que tem características distintas do restante do País”.

Ação no Alto Rio Negro
Ainda ontem, o ministro da Saúde, Ricardo Barros,  visitou a Ação Expedicionária da Saúde, realizada na Aldeia Assunção do Içana, em São Gabriel da Cachoeira. Voltada a 36 mil índios aldeados na região do Alto Rio Negro, a ação conta com 45 médicos voluntários que atuam em hospitais de referência, como Albert Einstein e Sírio Libanês, em São Paulo.

 

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