Domingo, 26 de Maio de 2019
Entrevista

Ministro da Saúde destaca iniciativas do AM no que se espera de 'humanização da saúde'

Ricardo Barros (PP) utilizou duas iniciativas do Amazonas como exemplo da humanização que se pretende ter no setor. Ele se referiu aos vídeos “Dona Lindú”, de Manaus, e “Igaraçu - Canoa Grande”, de Borba, que se destacaram durante o Prêmio Humaniza SUS



03/01/2017 às 10:30

O ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP), utilizou duas iniciativas do Amazonas como exemplo da humanização que se pretende ter no setor. Ele se referiu aos vídeos “Maior que o Infinito é a Encomenda”, de Manaus, e “Igaraçu - Canoa Grande”, de Borba, que se destacaram durante o Prêmio Humaniza SUS, realizado no último dia 21 em Brasília. Com exclusividade para A CRÍTICA, o titular da pasta falou sobre esses e outros assuntos, bem como fez um balanço deste ano na Saúde. 

A CRÍTICA -  Qual a importância de participação dos dois vídeos oriundos do Estado do Amazonas entre os nove vídeos premiados no Prêmio Humaniza SUS?

Ministro Ricardo Barros – Essa é uma oportunidade de apresentarmos iniciativas regionais exitosas consolidando a humanização que o SUS propõe para os trabalhadores da Saúde na relação com o usuário. O SUS está nas cinco regiões do Brasil, que tem dimensões continentais e dessa forma o Prêmio Humaniza SUS permite mostrarmos iniciativas inovadoras para que elas sejam replicadas em diversas partes do país. Essas iniciativas, como é o caso da UBS Fluvial e o Pré-Natal do Hospital Dona Lindú, ambas no Amazonas, evidenciam o alcance e a potencialidade da Política Nacional de Humanização, sobretudo na qualificação e ampliação do acesso, do acolhimento, das linhas de cuidado, considerando a diversidade do território.

A CRÍTICA - Essa inclusão dos vídeos de Manaus e Borba vem de encontro ao que o ministério quer de uma maior valorização da saúde nacional?

Ministro Ricardo Barros – Sim. A Política Nacional de Humanização apoia iniciativas com potencial para promover mudanças nos processos de atenção e gestão do SUS, por meio da inclusão de gestores, usuários e trabalhadores. Essas iniciativas servirão como referências para outros serviços, na implementação das diretrizes, dispositivos e consolidação dos princípios do SUS.
 
A CRÍTICA - Qual o balanço que o senhor faz da Política Nacional de Humanização (PNH) criada em 2013? Positiva ou negativa? E porquê?

Ministro Ricardo Barros – Desde 2003 foram diversos resultados. Podemos citar, por exemplo, a implantação do acolhimento e a classificação de risco em serviços de Atenção Básica, Saúde Mental, Urgência e Emergência, Obstetrícia e Neonatologia, melhorando o acesso a resolutividade no atendimento às necessidades dos usuários. Também foram conquistas a garantia do direito ao acompanhante de livre escolha nas fases que envolvem o parto, além da implementação de alguns mecanismos para garantia da inclusão de gestores, trabalhadores e usuários na tomada de decisões, como os fóruns, para melhoria da qualidade da saúde regional, criando uma proximidade com o usuário nas mais diferentes localidades.

A CRÍTICA - O senhor está na pasta da Saúde desde 12 de maio deste ano, quando foi nomeado pelo presidente Michel Temer. Qual o balanço que o senhor faz da saúde nacional neste ano de 2016 de crise e qual a expectativa para 2017?

Ministro Ricardo Barros – Desde que assumi a pasta tenho atuado em busca da maior eficiência dos gastos públicos. Nos primeiros 100 dias de gestão, a partir da adoção de medidas administrativas e renegociação de contratos, alcançamos economia de R$ 1 bilhão, valor que foi reaplicado na saúde, como a ampliação da oferta de medicamentos, custeio de UPAs e aberturas de novos serviços em Santas Casas. Esse esforço, somado ao crédito suplementar enviado pelo Governo Federal ao Congresso Nacional, vai garantir que o Ministério da Saúde cumpra todos os compromissos orçamentários previstos para o ano, sem comprometer o orçamento para 2017. Isso trará tranquilidade para os prestadores de serviço e garante a continuidade do atendimento da população.

 

 AC- Qual a mensagem que o senhor deixa ao povo brasileiro para 2017?
Ministro Ricardo Barros – Continuaremos trabalhando para garantir avanços na saúde do povo brasileiro. Este tem sido o nosso compromisso: otimizar os recursos já existentes para garantir um melhor cuidado à população, visando o atendimento integral, equânime e humanizado. Entendemos que nosso esforço deve ser contínuo uma vez que muito ainda precisa ser feito.

Frase

"Essas iniciativas, como é o caso da UBS Fluvial e o Pré-Natal do Hospital Dona Lindú, evidenciam a potencialidade da PNH”

Ricardo Barros, ministro da Saúde

Vídeos premiados concorreram com quase 300 na disputa

Em comemoração aos dez anos da Política Nacional de Humanização (PNH), o Ministério da Saúde destacou nove experiências de todas as regiões do País dentro do Prêmio Humaniza SUS. Entre elas estava o Amazonas, com dois representantes na premiação realizada no último dia 21.

O Estado teve seus vídeos premiados escolhidos em concurso cultural de iniciativas inovadoras no Sistema Único de Saúde e que visavam mostrar o atendimento humanizado no SUS. Igaraçu - Canoa Grande”, foi dirigido pelo diretor Fabio Bardella e concorreu sob a temática de UBS Fluvial e atendimento dentro do barco no Rio Madeira em comunidades indígenas, da cidade de Borba (AM). Já “Maior que o Infinito é a Encomenda”, com direção de Diogo Martins e Rafael Frazão, enfatiza a importância do atendimento humanizado no pré-natal no hospital Dona Lindú, de Manaus.
As outras iniciativas premiadas vieram das cidades de Maringá (PR), Blumenau (SC), Salvador, Brasília, Betim (MG), Sete Lagoas (MG) e Goiânia.

“Estamos premiando boas práticas e inovações das instituições que estão no dia a dia, sendo entregues aos usuários do sistema. A humanização tem três pilares que devem atingir, não só o usuário, mas também o gestor e o colaborador. Quando há uma integração destes fatores temos uma entrega muito maior que chega mais forte a cada usuário do sistema. É isso que o HumanizaSUS faz, trabalha a cada dia para levar a todos que compõe o sistema uma maneira mais fácil, mais simples e mais forte de atendimento”, destacou o secretário de Atenção à Saúde, Francisco Figueiredo.

Os projetos viraram documentários para que as iniciativas possam ser multiplicadas em outras localidades. Os vídeos estão disponíveis no canal do Ministério da Saúde e foram escolhidos a partir de uma seleção de 284 inscrições.

Uma equipe de 18 apoiadores da Rede HumanizaSUS avaliou as experiências até outubro de 2016. Entre os critérios para seleção estão a criatividade, o respeito ao tema do edital e o potencial de melhorar o acesso e qualidade no SUS.]
Criação

A Política Nacional de Humanização (PNH) existe desde 2003 e apoia ações com potencial para produzir mudanças nos processos de atenção e gestão, com foco para as necessidades dos usuários de saúde e garantia dos direitos.

O objetivo é promover a participação ativa, ampliando o diálogo dos gestores, dos profissionais de saúde e da população em processos diferenciados, permeando os diferentes espaços de produção e promoção da saúde.


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