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Cotidiano, Ministério da Justiça, Pesquisa, Senasp, Segurança Pública

Ministro diz que falta de gestão é um dos principais problemas da segurança pública

Declaração do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo foi feita durante o lançamento de uma série de pesquisas na área, que servirão para orientar a distribuição dos recursos para estados e municípios 19/02/2013 às 12:34
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Durante a divulgação de pesquisas sobre segurança pública, ministro Cardozo criticou a má gestão na área
Alex Rodrigues - Agência Brasil Brasília

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse nesta terça-feira (19) que a falta de gestão em segurança pública é um problema maior do que a carência de recursos na área.

“É claro que a segurança pública precisa de dinheiro. E não de pouco (dinheiro), mas eu ousaria dizer que, historicamente, no Brasil, um dos principais problemas das políticas de segurança pública tem a ver com a gestão”, disse o ministro, acrescentando que o “empirismo”, a falta de informações precisas, resulta em ações mal-sucedidas e desperdício de dinheiro público.  

“Historicamente gasta-se mal o pouco dinheiro que se tem. Às vezes gasta-se com (iniciativas) de dimensão pirotécnica, mas não se mede a utilização dos equipamentos, dos resultados. Muitas vezes, equipamentos são repassados de forma inadequada. Há situações em que políticas públicas academicamente excelentes não são acompanhadas e mensuradas em seus resultados. Por isso é fundamental aprimorarmos a gestão”, destacou o ministro, durante a cerimônia de lançamento de uma série de pesquisas realizadas pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça.

O objetivo dos estudos é orientar a formulação de políticas de segurança pública mais eficientes a partir de informações sobre criminalidade, efetivo, equipamentos, entre outros diagnósticos fornecidos pelos governos estaduais.

A meta é superar o quadro atual, em que, segundo o próprio ministério, cada unidade da Federação usa conceitos, critérios e metodologias próprios para quantificar e analisar a criminalidade, impossibilitando a consolidação de números nacionais com maior precisão.

Durante o evento, o ministro voltou a criticar o “corporativismo” de policiais, promotores, juízes e outros agentes de segurança pública que, na avaliação dele, compromete a resolução dos problemas da área.

“Infelizmente, há corporações que disputam espaço. Isso é absolutamente legítimo, (desde que) não comprometa o interesse público”, disse o ministro, citando, como exemplo, disputas entre as polícias militares e civis de alguns estados e entre promotores e magistrados.  

“Disputas que, às vezes, vão além do que o interesse público permitiria. Outras vezes há disputas entre o Ministério Público e a magistratura, levando a situações absolutamente nocivas. Às vezes, como na Polícia Federal, há disputas entre diferentes carreiras (do mesmo órgão)”, disse Cardozo.

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