Publicidade
Cotidiano
CPMI dos Correios

Ministro Gilmar Mendes prorroga prazo para PF investigar senador Aécio Neves

No inquérito, que tramita na STF, Aécio é acusado pelo ex-senador Delcídio do Amaral de tentar interferir nos trabalhos da extinta CPMI dos Correios 23/11/2016 às 16:40 - Atualizado em 23/11/2016 às 16:43
Show 23022011 23.02.2011ant4438
Em nota, Aécio Neves disse que a prorrogação do prazo de investigação é uma medida rotineira (Foto: Antonio Cruz/ABr)
André Richter (Agência Brasil) Brasília (DF)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes autorizou a prorrogação do prazo das investigações da Polícia Federal sobre o senador Aécio Neves (PSDB-MG). No inquérito que tramita na Corte, o parlamentar foi acusado pelo ex-senador Delcídio do Amaral de tentar interferir nos trabalhos da extinta Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios, criada em 2005 para investigar as denúncias do mensalão.

No despacho, Gilmar Mendes afirmou que “houve atraso no desenvolvimento das investigações”, porque três testemunhas que estavam previstas para prestar depoimentos ainda não foram ouvidas. Mendes também determinou que a PF e a Procuradoria-Geral da República (PGR) cumpram os prazos da investigação. “Ficam a autoridade policial e o Ministério Publico Federal instados a observar os prazos de tramitação nesta e em todas as investigações supervisionadas por este relator”, decidiu o ministro.

As investigações são baseadas em um dos depoimentos do ex-senador Delcídio do Amaral, em colaboração com a Justiça. De acordo com Delcídio, em 2005, durante os trabalhos da CPMI dos Correios, o senador Aécio Neves, então governador de Minas Gerais, “enviou emissários” para barrar quebras de sigilo de pessoas e empresas investigadas, entre elas o Banco Rural.

Em nota, Aécio Neves disse que a prorrogação do prazo de investigação é uma medida rotineira. “A prorrogação do prazo para procedimentos de investigação solicitada pela PGR ao STF é medida de rotina presente em inúmeros inquéritos e não significa fato novo”.

Publicidade
Publicidade