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MMA: Mercado além do octógono

Alavancado principalmente pela ‘febre’ do Ultimate Fighting Championship (UFC), o MMA cresceu nos últimos anos e oferece um leque de opçõs de mercado no Brasil e em Manaus 03/11/2013 às 12:35
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A produção de eventos de MMA (Mistura de Artes Marciais) é outro setor em expansão
ADAN GARANTIZADO ---

Torcedores com os olhos vidrados nos televisores, gritos, bares lotados, fogos para comemorar a vitória, redes sociais recheadas de comentários... Por muito tempo, esta descrição só se encaixaria em um cenário de final de campeonato de futebol no Brasil. Mas, nos últimos dois anos, todos os elementos acima citados, tem sido visto durante disputas de outro esporte que virou paixão nacional: O MMA (sigla em inglês para ‘mistura de artes marciais’).

Alavancado principalmente pelo Ultimate Fighting Championship (UFC), o MMA cresceu tão rápido como os socos de José Aldo ou os chutes de Anderson Silva. A popularização abriu caminho para que o mercado em torno das artes mistas se estruturasse. Hoje, seja antes, durante durante ou depois das lutas, há muita gente faturando dentro e fora dos octógonos.

Um dos setores onde o crescimento foi mais visível é o de lojas especializadas em artigos para luta, roupas e acessórios de MMA. A Sankaku é exemplo disto. A franquia que começou com quiosques nos shoppings centers da cidade, inaugurou uma loja no Manauara há 5 meses. O empreendimento emprega quatro funcionários. “Meu público é quem pratica e principalmente aquela pessoa vidrada no MMA, que quer vestir a mesma camisa e bermuda do lutador. O fight wear é nosso carro chefe. Marcas como Rip Dorey, TapouT e Venum são as campeãs de vendas. Nossa loja tem obtido bons resultados e já tenho planos de expansão”, contou Marcellus Franco, proprietário da Sankaku.

Produzir exclusivamente para atletas também tem sido rentável. A Truda Kimonos, que o diga. A marca criada pelo faixa preta de Jiu-Jítsu Caio Gomes, vendia cerca de 80 quimonos por mês quando começou no mercado em 2006. Hoje, a Truda produz e vende em média 800 quimonos a cada 30 dias. A expansão se deu principalmente após a popularização do MMA. “Costumo dizer que o UFC foi um divisor de águas nos nossos negócios. Eu larguei um posto de gasolina que tinha em São Paulo e virei sócio do meu irmão na Truda. O mercado é muito grande e a concorrência só cresce”, destacou Alexandre Gomes, sócio da empresa. Em média, um quimono da Truda custa R$ 250 para os revendedores. A marca também aproveitou a “onda” do mercado e passou a produzir camisetas e cintos para os fãs de lutas. Uma das estratégias da Truda é apoiar atletas de destaque no Jiu-jítsu e MMA local, como Daniel Trindade, Fábio Saci, José Augusto ‘Gato’ e Jessica Oliveira. “Esse investimento no atleta é necessário, afinal ele acaba sendo o principal divulgador da marca e isso nos dá retorno certo”, lembrou Alexandre.

A produção de eventos de MMA é outro setor em expansão. No ramo há quatro anos, Sammy Dias já organizou combates na capital e em cidades como Coari, Rio Preto da Eva e Manacapuru. Apesar dos elogios à mão de obra local, Samy ainda vê os patrocinadores com receio em entrar no ramo. A logística do Estado, que encarece o preço de passagens aéreas é outro complicador. “Se tivéssemos 10% do investimento que o Shooto ou Jungle Fight (eventos de nível nacional) conseguem obter, faríamos eventos muito melhores do que eles. Mas estamos plantando sementes no Amazonas. Tudo pode avançar”, argumenta o promotor de eventos.

Rei da Selva

O evento produzido por Sammy Dias acontece no dia 30 de novembro, na quadra da Aparecida.

Saiba mais

Expansão

Marcellus Franco pensa em ampliar a Sankaku no ano que vem. Há cinco meses, ele trocou os quiosques em shoppings da cidade por uma única loja no Manauara e vem colhendo bons frutos

Item de colecionador

Os bonecos dos lutadores do UFC são um dos produtos mais vendidos na Sankaku. A loja promove encontros entre lutadores e fãs. Adriano Martins esteve por lá na semana passsada, dando autógrafos.

Qualidade no tatame

Por conta do aumento da demanda e por não encontrar mão de obra suficiente, a Truda produz seus quimonos em São Paulo, mas vende 60% deles em Manaus. A marca também leva a bandeira do AM.

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