Sexta-feira, 28 de Fevereiro de 2020
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Mobilização por mais mulheres na política inicia em Manaus

Nesta sexta-feira (6), começou na cidade a campanha para coletar assinaturas de apoio ao projeto de lei que garante mais mulheres na política



1.jpg O projeto de lei de iniciativa popular para reformar o sistema eleitoral defende maior igualdade entre os gêneros na representação política
07/03/2015 às 11:26

Às vésperas do Dia Internacional da Mulher deste ano, a luta pelo aumento da representatividade feminina nos parlamentos do Brasil está no topo da lista de prioridades das mulheres que atuam na política. Impedir que um gênero ocupe mais de 70% das cadeiras no Senado, Câmara Federal e Municipais, e nas Assembleias Legislativas Estaduais é uma das propostas da “Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas”.

Nesta sexta-feira (6), em Manaus, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB) lançou uma campanha de coleta de assinaturas em defesa do Projeto de Lei de Iniciativa Popular, que visa à maior inclusão das mulheres no cenário político brasileiro.



“Desde que reabriram os trabalhos no Congresso, nós, mulheres, fizemos oito reuniões e batemos o martelo: a principal luta das mulheres deve ser a Reforma Política, abordando a ótica dos gêneros”, disse.

O foco, ressaltou ela, é a igualdade entre homens e mulheres. E, isso, inclui uma adaptação de todo o sistema político nacional. Ou seja, não se deve limitar a mudança ao Congresso Nacional. “Queremos uma cota de gênero de 30%. Não pode ter mais de 70% de homens ou de mulheres. Defendemos a adaptação para qualquer sistema que for aprovado. Como pode metade da população (mulheres) ocupar só 10% das cadeiras?”, questionou.

Na opinião de Vanessa, o parlamento é um espelho da sociedade, portanto deve representar cada parte dela. Segundo a parlamentar, foi-se o tempo em que “a mulher ficava trancada em casa, cuidando do marido e dos filhos”. Mulheres têm carreira profissional e lidam com problemas dentro e fora do ambiente familiar. “A gente crê que, com a presença maior de mulheres, teremos um parlamento que reflita mais a necessidade da sociedade”, enfatizou.

Diferenças

Apesar de todas as mulheres do Congresso Nacional estarem unidas em prol do aumento de colegas no parlamento, Vanessa Grazziotin disse que discutir a Reforma Política do Brasil não é tão simples. “Não é fácil, porque as mulheres são de partidos diferentes, têm ideologias diferentes. Temos que separar a nossa bandeira desses outros debates, que funcionará de acordo com o partido de cada uma”, ressaltou.

Assinaturas

Já foram coletadas 800 mil assinaturas em todo o Brasil pela Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas, das quais 30 mil só no Estado do Amazonas. O objetivo da mobilização é alcançar o total de 50 mil no Estado até o fim de março.


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