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Mobilização 'Zika Zero' visitará mais de 72 mil imóveis em Manaus este sábado (13)

O Ministro-Chefe da Secretaria de Governo da Presidência, Ricardo Berzoini, afirma que a participação popular é importante no combate 12/02/2016 às 18:30
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A mobilização acontece simultaneamente em todo o país
Kelly Melo Manaus (AM)

A megaoperação de combate ao mosquito Aedes aegypti para evitar que as doenças transmitidas pelo vetor como a dengue, Chikungunya e Zika vírus continuem avançando pelo estado, vai contar a participação de mais de 11,2 mil  pessoas, entre agentes de saúde e Forças Armadas, neste sábado (13).

A abertura oficial da mobilização, em Manaus, está marcada para iniciar às 8h30, no hall do Parque Aquático da Vila Olímpica, na avenida Pedro Teixeira, no bairro Dom Pedro, na Zona Centro-Oeste, e será conduzida pelo prefeito, Arthur Neto (PSDB), governador do estado, José Melo (PROS), e comandante do Comando Militar da Amazônia (CMA), Guilherme Cals Theophilo Gaspar de Oliveira.

O Ministro-Chefe da Secretaria de Governo da Presidência República, Ricardo Berzoini, desembarcou na capital na manhã deste sábado (13), e também vai acompanhar as ações de perto.

Durante a mobilização “Zika Zero”, que acontece simultaneamente em todo o país, os agentes de saúde e comunitários, além dos militares do Exército, Marinha e Aeronáutica e voluntários, vão inspecionar mais de 72 mil imóveis (residenciais e comerciais).

O objetivo é eliminar focos do mosquito e orientar a população sobre as doenças transmitidas pelo vetor, principalmente o Zika vírus, o causador de microcefalia em bebês. A mobilização acontece também no interior.

Zonas de perigo

Na capital,  as zonas Leste e Norte são as que mais preocupam, visto que foram as regiões  que apresentaram os maiores índices de infestação do Aedes.

A informação é do primeiro Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa) de 2016, divulgado na última quinta-feira (11). No total, 17 bairros apresentaram alto risco para as doenças, e 25 apresentaram médio risco.

Para o Ministro, Ricardo Berzoini, o engajamento do Governo Federal nas ações de saúde não se trata apenas de uma questão operacional, mas sim de unidade nacional, visto a complexidade do problema em todo o país.

“Não adianta só a estrutura pública  de governo combater o Aedes aegypti. É preciso que as pessoas se engajem nesta causa, abram suas casas, suas empresas, suas entidades associativas, e suas igrejas. Os esforços têm que ser coletivos”, afirmou ele.

“Se  100  casas forem vistoriadas e uma ficar sem,  essa uma  pode ter muitos focos do mosquito e prejudicar todo o esforço da sociedade”, completou o ministro, ao reforçar sobre a importância da participação popular na mobilização.

Na região Norte, o Amazonas e o Amapá são os únicos estados que ainda não registraram nenhum caso de microcefalia associado ao Zika vírus, neste ano.

Apesar disso, 380 notificações da doença são investigadas no Amazonas, sendo 25 delas, casos confirmados de Zika. Sete gestantes estão entre as notificações.

Para  o ministro Ricardo Berzoini, a inexistência de casos de microcefalia no estado não é motivo para ter tranquilidade. “A vigilância tem que ser permanente porque a proliferação do mosquito varia de uma região para outra. E não adianta ficarmos tranquilos, eventualmente, com a ausência da microcefalia em uma cidade, porque ela pode aparecer em seguida”, destacou ele.

Além das visitas domiciliares para a identificação e eliminação do Aedes, as secretarias municipal e  estadual de saúde (Semsa e Susam) vão realizar atividades de orientação e distribuição de informativos em oito pontos estratégicos da cidade.

Números

Cerca de 7,6 mil homens das Forças Armadas estarão nas ruas em todo o estado para ajudar no combate ao Aedes aegypti, neste sábado. Só em Manaus, são  6.150 militares envolvidas na megaoperação, além dos agentes de saúde. A meta é vistoriar mais de 72 mil imóveis.

Em todo o país, 3.852 caos suspeitos de microcefalia são investigados pelo Ministério da Saúde (MS), conforme dados divulgados nesta sexta-feira. Segundo o MS, 462 caos foram confirmados, sendo 41 com relação ao vírus Zika.

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