Sexta-feira, 26 de Abril de 2019
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Morador de Coari faz protesto em frente ao TSE

Ato é para chamar atenção sobre a impunidade no município e cobrar ações mais ágeis por parte da Justiça Eleitoral brasileira



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Joel de Souza Rocha, morador de Coari, voltou a protestar em frente ao TSE
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17/04/2013 às 07:54

Está acorrentado à placa de identificação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), desde às 13h desta terça-feira (16), (horário de Brasília), o coariense Joel de Souza Rocha, 42 anos. Pela segunda vez, em seis meses, ele faz protesto em frente à corte suprema da Justiça Eleitoral do País pedindo rapidez no julgamento do recurso especial (Resp 15105), do Ministério Público Eleitoral do Amazonas, que trata do registro da candidatura do prefeito eleito de Coari, Adail Pinheiro, com base na Lei da Ficha Limpa (LC nº 135/2010). O pedido do MPE foi negado pela juíza eleitoral de Coari, Sabrina Ferreira, e pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). No TSE, o relator é o ministro Dias Toffoli.

Eleito com 42,83% dos votos válidos, Adail teve o nome incluído na lista de “fichas sujas” por ter contas reprovadas no Tribunal de Contas da União (TCU). Recentemente, teve uma liminar concedida no Tribunal Regional Federal (TRF1) anulando uma das duas decisões do TCU. O prefeito de Coari também tem pendências no Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM), além de sentença condenatória do TRE, em 2009, por abuso de poder econômico, requisitos de inelegibilidade segundo a Lei da Ficha Limpa.

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“Nenhum cidadão brasileiro poderia se expor ao ridículo se a justiça exercesse a sua soberania. A Justiça Eleitoral é soberana para dizer se o Adail é inocente ou não, mas é preciso dar uma resposta ao povo de Coari, aos mais de 28 mil eleitores que disseram não à ficha suja, pois, há mais de seis meses ela não responde, não julga o processo desse cidadão”, protestou Joel Rocha.

Em companhia de dois amigos, que o auxiliam no protesto, o coariense também fixou em frente ao TSE placas com toda a trajetória da vida política e de crimes do prefeito Adail Pinheiro. Ao culpar especialmente a Justiça Eleitoral do Amazonas que liberou a candidatura do então candidato, o manifestante diz não ter dúvidas de que há influência política no retardamento do julgamento do recurso especial do Ministério Público Eleitoral. “O presidente do STF, Joaquim Barbosa, disse que há conluio entre juízes e advogados, mas eu me recuso a acreditar. Será por que o advogado do caso é o ex-ministro do TSE, Fernando Neves, que tem um irmão (Henrique Neves) no tribunal? Eu não consigo acreditar nisso”, disse ele.

O coariense criticou os quatro meses em que a Prefeitura de Coari está sendo administrada sem licitação de nenhuma obra, apenas com o decreto do estado de emergência. Joel diz não entender como a Justiça permite que alguém com tantos processos e até condenação por abuso de poder econômico, por desvio de recursos públicos e licitações fraudulentas continue no comando do município.

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