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Moradores da comunidade em Iranduba (AM) sofrem com o descaso do poder público

Além da precariedade da Escola Santa Luzia, a comunidade está há 11 meses com a Unidade Básica de Saúde (UBS) Evandro Rogério 28/02/2015 às 18:01
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Viver na Serra Baixa está cada vez mais difícil, diz moradora
Perla Soares Manaus (AM)

Além da precariedade da Escola Santa Luzia, na comunidade de São Sebastião da Serra Baixa, no quilômetro 4, da estrada do Açutuba, no município de Iranduba, a 25 km de Manaus, a comunidade está há 11 meses com a Unidade Básica de Saúde (UBS) Evandro Rogério, funcionando na residência de uma moradora da comunidade, assim como a secretaria da escola.

Sem um posto de saúde descente, a comunidade sofre com a falta de medicamentos e de infraestrutura. Os moradores dizem que foram esquecidos pelo poder público e vivem em total abandono.

De acordo com a parteira Francisca Célia Almeida de Oliveira, 60, viver na Serra Baixa, está cada vez mais difícil, sem estrutura para nada, o que resta é esperar pela boa vontade do próximo. “Eu não tenho mais  forças e nem paciência para me deslocar ao Iranduba, atrás de um posto de saúde que possa me atender em razão da distância. Não tenho mais idade para isso, posso  morrer no caminho”. 

Atendimento

A professora Leda de Lima Vargas, 35, precisou  de atendimento de primeiros socorros e foi levada para a casa da mãe de  um enfermeiro da UBS. O local, atualmente, está  sendo usado como  posto de saúde e não tem estrutura para realizar nenhum atendimento.

“Não tem remédio, o banheiro é o mesmo que a dona da casa utiliza. Atender alguém na sala e ouvir a panela de feijão no fogo é muito constrangedor. Na verdade é total falta de respeito com o ser humano”,  destacou o enfermeiro.

Uma técnica de enfermagem, que preferiu não revelar o nome, por receio de represália, comentou que o posto improvisado era para funcionar na casa de um morador, apenas durante a reforma e esta iria durar apenas  dois meses. “Ninguém tinha ideia que iríamos passar por esta situações, era apenas uma reforma em pouca coisa, mas aí resolveram abandonar”, disse.

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