Sexta-feira, 25 de Setembro de 2020
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Moradores de Manacapuru reivindicam pagamento de ‘Aluguel Social’

O prefeito Washington Régis alega que os manifestantes são pessoas que não estão mais com as casas alagadas, portanto, não possuem mais o direito de continuar recebendo o benefício



1.jpg Manifestantes fecharam o trânsito na avenida Manoel Urbano
19/07/2013 às 18:23

Moradores da zona rural do município de Manacapuru (a 84 quilômetros de Manaus) realizaram um protesto no centro da cidade na tarde desta sexta-feira (19) reivindicando o pagamento da terceira parcelado programa ‘Aluguel Social’, destinado a moradores atingidos pela cheia do rio Solimões.

Por volta de 16h, moradores do bairro Correnteza, fecharam a passagem de carros da Avenida Manoel Urbano, com faixas que exigiam da Prefeitura o pagamento no valor de R$200 referentes a terceira parcela do ‘Aluguel Social’, que deveria ser recebida neste mês de julho.



Alguns manifestantes alegavam ter recebido apenas uma, das três parcelas prometidas pela prefeitura. Ainda lembraram-se da liberação de verba federal do Ministério da Integração Nacional no valor de R$ 3 milhões, na última segunda-feira (15), destinado a ajudar o município no enfrentamento da cheia. “A água destruiu tudo dentro da minha casa, eu preciso do dinheiro que foi prometido, neste mês eu não recebi nada e me disseram que eu não iria mais ganhar nada. Dinheiro a prefeitura tem, mas cadê?”, reclamou, um dos manifestantes que não quis ser identificado.

O programa municipal iniciou em maio com o objetivo de liberar uma ajuda de custo aos moradores que tiveram suas casas submersas pela cheia do rio durante a cheia que acontece todos os anos.

Sem direito

De acordo com o prefeito Washington Régis, os manifestantes são pessoas que não estão mais com as casas alagadas, portanto, não possuem mais o direito de continuar recebendo o benefício. “Quando a prefeitura iniciou o programa, mantivemos um controle rígido de pessoas que estavam aptas a receber o dinheiro. Assistentes sociais vão periodicamente aos locais atingidos e cadastrados, para conversar com os moradores e tirar fotos das casas. Não podemos continuar mantendo o pagamento às famílias que já não tem necessidade de morar em outros locais que não sejam suas casas”, comentou.

Sobre a verba federal recebida, o prefeito diz que o dinheiro será usado na recuperação da cidade, em zonas que tiveram sua infraestrutura avariada. “O ‘Aluguel Social’ é um programa que usa recursos municipais, foi a única iniciativa do gênero no estado. A verba que recebemos será usada para restabelecer o fornecimento de água potável para os bairros atingidos , remoção do lixo na orla da cidade e ruas, construção de novas passarelas de madeira afim de preparar os bairros para a próxima cheia, e na drenagem de água de alguns bairros para ajudar a evitar surtos de dengue”, disse Régis.

Última parcela

Um levantamento do próprio prefeito afirma que cerca de 800 pessoas ainda estão com suas casas submersas, e que elas receberam a última parcela do Aluguel Social normalmente. “Amanhã (sábado) irei pessoalmente aos bairros pra explicar a razão do não pagamento e sobre como o dinheiro federal será gasto”, finalizou.




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