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Moradores de Manacapuru reivindicam pagamento de ‘Aluguel Social’

O prefeito Washington Régis alega que os manifestantes são pessoas que não estão mais com as casas alagadas, portanto, não possuem mais o direito de continuar recebendo o benefício 19/07/2013 às 18:23
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Manifestantes fecharam o trânsito na avenida Manoel Urbano
Bruno Strahm Manaus (AM)

Moradores da zona rural do município de Manacapuru (a 84 quilômetros de Manaus) realizaram um protesto no centro da cidade na tarde desta sexta-feira (19) reivindicando o pagamento da terceira parcelado programa ‘Aluguel Social’, destinado a moradores atingidos pela cheia do rio Solimões.

Por volta de 16h, moradores do bairro Correnteza, fecharam a passagem de carros da Avenida Manoel Urbano, com faixas que exigiam da Prefeitura o pagamento no valor de R$200 referentes a terceira parcela do ‘Aluguel Social’, que deveria ser recebida neste mês de julho.

Alguns manifestantes alegavam ter recebido apenas uma, das três parcelas prometidas pela prefeitura. Ainda lembraram-se da liberação de verba federal do Ministério da Integração Nacional no valor de R$ 3 milhões, na última segunda-feira (15), destinado a ajudar o município no enfrentamento da cheia. “A água destruiu tudo dentro da minha casa, eu preciso do dinheiro que foi prometido, neste mês eu não recebi nada e me disseram que eu não iria mais ganhar nada. Dinheiro a prefeitura tem, mas cadê?”, reclamou, um dos manifestantes que não quis ser identificado.

O programa municipal iniciou em maio com o objetivo de liberar uma ajuda de custo aos moradores que tiveram suas casas submersas pela cheia do rio durante a cheia que acontece todos os anos.

Sem direito

De acordo com o prefeito Washington Régis, os manifestantes são pessoas que não estão mais com as casas alagadas, portanto, não possuem mais o direito de continuar recebendo o benefício. “Quando a prefeitura iniciou o programa, mantivemos um controle rígido de pessoas que estavam aptas a receber o dinheiro. Assistentes sociais vão periodicamente aos locais atingidos e cadastrados, para conversar com os moradores e tirar fotos das casas. Não podemos continuar mantendo o pagamento às famílias que já não tem necessidade de morar em outros locais que não sejam suas casas”, comentou.

Sobre a verba federal recebida, o prefeito diz que o dinheiro será usado na recuperação da cidade, em zonas que tiveram sua infraestrutura avariada. “O ‘Aluguel Social’ é um programa que usa recursos municipais, foi a única iniciativa do gênero no estado. A verba que recebemos será usada para restabelecer o fornecimento de água potável para os bairros atingidos , remoção do lixo na orla da cidade e ruas, construção de novas passarelas de madeira afim de preparar os bairros para a próxima cheia, e na drenagem de água de alguns bairros para ajudar a evitar surtos de dengue”, disse Régis.

Última parcela

Um levantamento do próprio prefeito afirma que cerca de 800 pessoas ainda estão com suas casas submersas, e que elas receberam a última parcela do Aluguel Social normalmente. “Amanhã (sábado) irei pessoalmente aos bairros pra explicar a razão do não pagamento e sobre como o dinheiro federal será gasto”, finalizou.



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