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Moradores desistem de esperar atitude da Prefeitura de Manaus e fazem o próprio ‘tapa buracos’

Sem poder trafegar com veículos leves nas ruas, cidadãos mobilizam um mutirão e tentam amenizar os problemas sem ajuda do poder público 28/01/2013 às 08:23
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Água servida que sai da obra de um condomínio residencial também contribui para a formação constante de buracos
Náferson Cruz ---

Cansados de esperar pela iniciativa do poder público, os moradores da rua do Cetur, no bairro Tarumã,  Zona Oeste, resolveram por conta própria colocar cimento e cascalho nos buracos da via. Mesmo assim, o mutirão dos deles não foi suficiente devido a grande quantidade de buracos abertos devido a trânsito de veículos pesados.

Um dos líderes da comunidade, Edgar Lima disse que os moradores estavam sem poder trafegar com veículos leves na rua, agora eles voltaram a circular, porém as dificuldades estão novamente complicando a vida de todos.

Segundo Lima, em poucos dias pequenos buracos estão virando verdadeiras crateras que além de servir para causar danos nos veículos, colocam em risco à segurança da condução dos veículos. “Chegamos a resolver o problema em alguns trechos da via, mas os pequenos buracos estão virando verdadeiras crateras que além de servir para causar danos nos veículos, colocam em risco à segurança de motoristas e pedestres”, relatou Lima.

O administrador de empresas Carlos Zonny, 48, que também mora na rua do Cetur, apontou como causa e aumento do problema a água servida que sai da obra de um condomínio em construção, aliada ao trânsito pesado de caminhões de obras na mesma via.

Transporte coletivo

Os moradores também reclamam da oferta do transporte publico que atende a região. O transporte naquela via é feito pela linha 306, mas apenas nos horários de 6h30 e 7h e 16h30 e 17h eles percorrem toda a rua. Ao longo dela existem sete condomínios residenciais, cujos proprietários recrutam diversos tipos de mãos de obras e cujos trabalhadores necessitam do transporte coletivo.

Muitos chegam a percorrer até três quilômetros e ainda dispor de muita paciência a espera pelo transporte coletivo. Para o assistente de serviços gerais na marina Águas Claras, Paulo Souza, 23, o ponto de ônibus mais próximo, está distante quatro quilômetros. O tempo percorrido por ele, ida e volta, chega perto de três horas. “Antes contávamos com as kombis. Agora tenho de sair mais cedo, às 16h, para não enfrentar a escuridão da estrada”, contou.

(A íntegra deste conteúdo está disponível para assinantes digitais ou na versão impressa).

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