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Moradores do bairro Armando Mendes pedem visita de agentes para combater mosquitos

Área próxima à feira do Armando Mendes, na Zona Leste, tem casas abandonadas que favorecem a proliferação do aedes aegypti; população dessas áreas até realiza os cuidados nos terrenos para, mas consideram importante receber orientações e, principalmente, a fiscalização em terrenos baldios 29/12/2015 às 17:14
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Rosilene afirma que está casa foi abandonada há oito anos e nela há diversos locais onde criadouros podem surgir
Marcela Moraes Manaus (AM)

Dez dias após o lançamento da campanha do “Dia Z” promovido pelas secretarias de Estado (Susam) e Municipal de Saúde (Semsa) para o combate o aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, moradores das ruas próximas à feira do bairro Armando Mendes, na Zona Leste, afirmam que até o momento esperam a visita dos agentes. O Armando Mendes e o Zumbi foram citados pela Semsa como os bairros com maior probabilidade de propagação do mosquito.

A população dessas áreas até realiza os cuidados nos terrenos para, mas consideram importante receber orientações e, principalmente, a fiscalização em terrenos baldios para que sejam retirados os focos e não ocorra a proliferação do mosquito.

É o caso de uma casa abandonada localizada na avenida Contorno Norte,  33, Armando Mendes. Segundo a doméstica Rosilene Cardoso, a casa está abandonada há quase oito anos. No local, podem ser encontrados diversos objetos que armazenam água onde o mosquito pode depositar os seus ovos e assim se tornar um criadouro do mosquito.

“Nessa casa não aparece ninguém, o dono não vem cuidar. Aqui tem muito lixo acumulado, sujeira, e um monte de objeto com água parada. Eu cuido aqui da minha casa, não deixo acumular água, mas e nesse terreno se ninguém vier fiscalizar e tirar essas águas paradas eu e a minha família podemos adoecer do mesmo jeito”, disse.

Segundo a moradora, a casa é frequentada por marginais e usuários de drogas e há a suspeita também que crimes como estupros sejam praticados no local. “Toda essa sujeira atrai muitos ratos e doenças, sem falar que os marginais tomam conta desse lugar, nós que moramos aqui é que temos de conviver com o medo das doenças e da criminalidade”, desabafou a doméstica.

Alerta

O risco de epidemia levou o Governo do Estado e a Prefeitura de Manaus a decretarem situação de emergência, seguindo a linha do Ministério da Saúde, que declarou situação de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional, em decorrência da associação do zika vírus com o aumento de casos de microcefalia no Nordeste do País.

Na última terça-feira (29), a reportagem solicitou da Secretaria Municipal de Estado (Semsa) um balanço de quais os bairros já receberam a visita das equipes e também a verificação de onde as equipes de combate ao aedes aegypti estariam atuando na Zona Leste, mas até o fechamento desta edição não obteve resposta dos assessores.

Caso suspeito de febre amarela

A morte de uma mulher está sendo investigada no Estado Rio Grande do Norte. Em julho, exames indicaram resultado positivo para febre amarela, no entanto, a paciente apresentava sintomas parecidos com a dengue e o zika vírus.

O Estado não é classificado como área de risco pelo Ministério da Saúde e não há registro de ocorrências na região, a vítima também não fez viagens a áreas endêmicas.

Mesmo com os sintomas, as duas doenças foram descartadas por exames feitos pelos laboratórios do Instituto Evandro Chagas, em Belém e do Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, ambos são referência nacional para testes desse porte. O caso está sendo analisado pela Secretaria de Saúde de Natal e pelo Ministério da Saúde. Tanto o Estado quanto a prefeitura pediram exames de contraprova para comprovar a doença.

Em números

Ao todo, 2.975 casos suspeitos de microcefalia foram registrados no Brasil neste ano, um número que é 20 vezes superior ao do ano passado. A microcefalia está associada ao zika vírus, que é transmitido pelo mosquito aedes aegypti, também transmissor da dengue e da febre chicungunya. O zika também está associado à síndrome de Guillian-Barré.

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