Domingo, 26 de Maio de 2019
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Moradores improvisam áreas de lazer em vias públicas de Manaus

Como local, em periferia da cidade, não tem praças e quadra de esportes, adultos e crianças se divertem nas vias. A rua torna-se o ‘playground’ da garotada



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Crianças e adolescentes têm que se arriscar no meio da rua se quiserem se divertir. É nas vias que são montadas ‘quadras’ de vôlei e ‘campos’ de futebol
14/01/2013 às 09:12

Novos bairros foram surgindo na periferia de Manaus de forma que o crescimento desordenado dessas áreas se tornasse alvo de reclamações da população. O bairro Santa Inês, na Zona Leste da capital, é um recorte desta realidade. Os moradores reclamam que não possuem uma infraestrutura que atenda suas necessidades. Além das ruas esburacadas e falhas no abastecimento de água, a falta de espaços públicos de lazer é um dos problemas, aponta a comunidade.

“Não tem nenhuma praça e nenhuma quadra de esportes para as crianças e jovens que moram aqui”, afirmou a comerciante Maria de Jesus Rocha, 37, que mora no bairro Santa Inês há 12 anos. Deixar a brincadeira para as ruas é a opção para a comunidade.

Sem uma quadra poliesportiva para jogar futebol, a criançada costuma improvisar a brincadeira na rua F, já que a via não tem saída e não recebe um grande fluxo de veículos. “Seria bem melhor se aqui tivesse um espaço mais adequado pra jogar bola nos finais de semana. Mas enquanto não temos, o jeito é a gente brincar como pode”, lamenta Mateus Nascimento, 12.

Quando a água resolver aparecer é recebida com festa pelos moradores

O improviso não agrada muito a dona de casa Lucimar Corrêa, 55. Para ela, o problema afeta a segurança das crianças que tem que brincar na rua por falta de opções. “Para os meus filhos poderem andar de bicicleta em um dia de sol tem que colocar a bicicleta no carro e levar até algum lugar, geralmente na Ponta Negra. Aqui no Santa Inês, além de não ter uma praça que tenha espaço para andar de bicicleta, nem calçada decente tem.”

A moradora Marcela Alves, 41, que mora há dez anos no bairro, também lamenta pela falta de espaços de convivência já que afirma serem fundamentais para o desenvolvimento das crianças e dos jovens.

“Tínhamos que ter espaço para as crianças interagirem, fazer amizades com outras do bairro. É na brincadeira que a criança se solta e se desenvolve socialmente. Esse é um dos caminhos para que não se envolvam com coisa errada”, disse.

“O improviso já faz parte. O que não pode é deixar a diversão de lado. Vale até mesmo armar a rede no meio da rua pra jogar vôlei”, acrescentou.


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