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Mortos em acidente de aeronave são identificados pela dentição

Servidor do Ipem Aurélio Simonetti e empresário Messias Neto foram identificados por odontogramas; o piloto, por exclusão 17/07/2013 às 13:12
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O presidente do Ipem, Márcio Brito (ao celular), ao lado da filha de Aurélio Simonetti, metrologista do órgão, no IML
Joana Queiroz* ---

Os odontogramas - fichas que contêm a representação gráfica dos dentes, na qual o dentista anota as características dentárias de cada paciente – apresentados pelas famílias das vítimas Aurélio Queiroz Simonetti e Messias Alencar Neto contribuíram para identificar os corpos dos dois, mortos no acidente com a aeronave Baron 58 da empresa Contrape Ltda., ocorrido na manhã desta terça-feira (16). Eles foram comparados com os raios-x facial feito nos corpos das vítimas.

Segundo o diretor do Instituto Médico Legal (IML), o médico legista Raimundo Sérgio Machado, os corpos de Élcio Miguel Carneiro da Silva, Messias e Aurélio chegaram ao Instituto por volta das 10h30, com politraumatismo, totalmente carbonizados, sem nenhuma condição de reconhecimento a olho nu e nem característica visíveis que pudessem identificá-los.

Dois dos corpos estavam com relógios de pulso, mas os objetos não foram suficientes para comprovar a identidade de cada uma das vítimas.

Sérgio Raimundo disse que a liberação dos corpos das vítimas para os familiares só aconteceria mediante uma identificação  legal, que normalmente pode ser feita por meio do odontograma, do  exame de DNA - cujo resultado leva de cinco a 30 dias para ser divulgado - ou pelo exame necro datiloscópico, que é a coleta de impressões digitais. No caso dos corpos carbonizados, não havia a possibilidade de fazer a coleta de impressões digitais.

No final da tarde de ontem, os corpos do empresário Messias e de Aurélio já estavam identificados. A identificação aconteceu  por meio do odontograma  deles. Messias estava fazendo tratamento dentário e, na segunda-feira, ele esteve no consultório do dentista dele e fez um raios-x da face. Os familiares de Aurélio também levaram o odontograma dele.

A informação, no final da tarde é que os corpos podiam ser liberados. Já o piloto Élcio foi identificado por eliminação, mas serão coletadas amostras de material das vítimas para exame de DNA.

O enterro de Aurélio Simonneti será realizado em Manaus, segundo o presidente do Instituto de Pesos e Medidas do Amazonas (Ipem-AM), Márcio Brito. O empresário Messias Neto será enterrado em Cuiabá. Não há informações sobre o enterro do piloto Élcio Miguel da Silva.

‘Salvo’ pela lotação da aeronave

O estudante Alan Fernandes Dantas Sena, 19, por pouco não foi uma das vítimas do acidente. Ele estava de viagem marcada para o sábado, mas o voo foi desmarcado pela empresa e reagendado para esta terça-feira.

Segundo a mãe de Alan, Zenira Fernandes, a vaga do rapaz no voo que caiu foi cedida para o advogado Edson Parron, que precisava acompanhar uma audiência judicial em Apuí. Ele está internado no hospital 28 de agosto, com mais de 90% do corpo queimado.

Na segunda-feira à noite uma ligação da empresa para o pai do jovem informava que a viagem teria que ser desmarcada novamente, por falta de espaço no avião. “Ele está em estado de choque e ainda não acredita que escapou do acidente”, contou Zenira.

Outras duas filhas de Zenira já estavam em Apuí desde sábado, aguardando Alan para passar 15 dias de férias. “Nossa familia morou durante 15 anos em Apuí e temos negócios lá. O Alan estava indo para ver como os negócios estão”, explicou Zenira.

*Colaborou Jéssica Vasconcelos

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