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Cotidiano
PRESÍDIOS

Governador do Rio Grande do Norte diz que mortes em Natal foram resposta do PCC à FDN

Em reportagem, a Folha de São Paulo afirmou que o governo de RN recebeu um recado do PCC, de que iria “tocar fogo em Natal”, caso os líderes da facção fossem transferidos para outros Estados 17/01/2017 às 12:15 - Atualizado em 17/01/2017 às 12:28
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Foto: Andressa Anholete/AFP
acritica.com Manaus (AM)

O motim na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Natal (RN), que aconteceu no último dia 14, é uma represália da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), ao massacre ocorrido em Manaus, segundo o Governador do Rio Grande do Norte, Robison Faria (PSD). A informação foi divulgada pela Folha de São Paulo na manhã desta terça-feira (17).

Segundo a Folha, Faria afirmou que o governo recebeu um recado do PCC, de que iria “tocar fogo em Natal”, caso os líderes da facção fossem transferidos para outros Estados.  

À matéria, o governo declarou que o Rio Grande do Norte não irá se intimidar e pediu ao Ministério da Justiça, um avião para as transferências de dez líderes da facção para outros Estados. Entre os líderes, seis estavam em Alcaçuz e quatro em outros presídios do RN.

A Folha também divulgou que os membros do PCC estavam numa ala isolada dos integrantes da facção Sindicato do Crime, e não havia motivo para um novo confronto. Por isso, o setor de inteligência do Estado identificou que a medida foi uma reação à morte de membros do PCC em Manaus.

Disputa entre facções

O motivo da chacina e mortes de detentos nos presídios seria a disputa entre as facções criminosas Família do Norte (FDN) e o Primeiro Comando da Capital (PCC).

No Amazonas, a crise no sistema presidiário começou no dia 1° de janeiro, quando 64 detentos foram assassinados em três unidades prisionais de Manaus, como o Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), a Unidade Prisional do Puraquequara (UPP) e a Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa. Além disso, 225 presos fugiram de dois presídios da cidade.

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