Segunda-feira, 30 de Março de 2020
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Motorista de caçamba consumiu cocaína e álcool antes do acidente, diz laudo da polícia

Ozaías, que dirigia a caçamba que se chocou com o micro-ônibus na Avenida Djalma Batista, no dia 28 de março, era contratado de empresa que prestava serviço para a Prefeitura de Manaus. Ambas poderão responder civilmente pelo ocorrido



1.jpg Raimundo Nogueira, que é motorista de retro-escavadeiram, estava de carona dentro da cabine do caminhão caçamba no momento do acidente
20/04/2014 às 16:31

Laudo do Instituto de Criminalística (IC) da Polícia Civil do Amazonas atesta que Ozaías Costa de Almeida, 36 anos, motorista da caçamba que se  chocou com um micro-ônibus e matou 15 pessoas na avenida Djalma Batista no último dia 28 de março, tinha consumido cocaína e álcool no dia do acidente. O documento data do dia 7 de abril e até agora não tinha sido divulgado pelos órgãos oficiais.

De acordo com o laudo do IC, “o teste imunocromatográfico para pesquisa de cocaína em urina resultou ‘POSITIVO’ para concentrações de benzoilecgonina superiores a 300 ng/ml” (benzoilecgonina é o nome científico da cocaína). O documento também aponta “a concentração de 3,18 gramas de álcool etílico por litro de sangue”.



O acidente

Ozaías trafegava na avenida Djalma Batista, sentido centro-bairro, por volta das 19h40, quando perdeu o controle do veículo, atravessou o meio-fio que dividia as pistas e colidiu frontalmente com um micro-ônibus que vinha no sentido contrário.

Tanto ele quanto Robert da Cunha Moraes, 27, motorista do micro-ônibus, morreram no local. Além deles, outras 13 pessoas, incluindo uma gestante, também vieram a óbito. O acidente também deixou 16 feridos. Ozaías dirigia a caçamba a mais de 80 km/h, velocidade bem acima dos 60 km/h permitidos na avenida.

Ozaías era contratado da empresa Etacom, que prestava serviços para a Prefeitura de Manaus. Sendo provada a responsabilidade do motorista, a empresa e o Poder Municipal também poderão responder civilmente pelo ocorrido.

A repercussão

O caso chamou a atenção do país inteiro e foi destaque nos jornais nacionais. Em decorrência dele, o prefeito Artur Neto, que estava em São Paulo e seguiria para a Europa para um compromisso de sua agenda oficial, regressou a Manaus e decretou luto de três dias.

Um dia depois do acidente, várias pessoas se reuniram no local da tragédia para um ato de elegia às vítimas. O prefeito acabou por nomear o viaduto que está sendo construído nas proximidades do aeroporto de Complexo Viário 28 de Março.

'Elucubrações'

No sábado, dia 19, o diretor do Instituto Médico Legal do Amazonas (IML-AM), Sérgio Machado, alegou que, no atual estado, essas informações são somente “elucubrações”. Ele negou a existência do laudo assinado, que, a seu ver, realmente serviria como prova, mas não negou a possibilidade do fato. Horas depois, a Polícia Civil admitiu que o laudo é verdadeiro e informou que o inquéirto sobre o caso ficará pronto em 15 dias.

As amostras de sangue obtidas no IML-AM foram remetidas a Belém, onde foram analisadas, porque o laboratório do instituto em Manaus não possui “materiais, reagentes, equipamentos, padrões, etc., para realização de exames de drogas de abuso”.


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