Domingo, 15 de Dezembro de 2019
SEGURANÇA

Motoristas mulheres do Uber poderão escolher corridas apenas com passageiras

'U-Elas' inicia as operações a partir de novembro, em Campinas, Curitiba e Fortaleza. Iniciativa pode chegar a Manaus em 2020



uber-m_6D3A262A-0405-4AD3-AE5F-824E31317654.jpg Foto: Reprodução/Internet
25/10/2019 às 07:04

O Uber anunciou na quinta-feira (24) uma plataforma que permitirá que motoristas mulheres façam corridas apenas com passageiras. Segundo informado pelo site Estadão, o “U-Elas” inicia as operações a partir de novembro, em três cidades: Campinas, Curitiba e Fortaleza. A iniciativa é inédita no mundo e visa expandir para outras cidades do Brasil em 2020. 

A medida do Uber planeja aumentar a participação feminina no serviço, visto que, entre os 600 mil motoristas do aplicativo no Brasil, apenas 6% são mulheres. Em estudo da International Financing Corporation (IFC), a companhia identificou que 64% das mulheres identificam questões de segurança como uma barreira de entrada para trabalhar no serviço.



O U-Elas será um botão dentro do aplicativo normal, que poderá ser acionado a qualquer momento gratuitamente. Além das medidas de segurança, o Uber anunciou outras iniciativas para atrair motoristas mulheres nas três cidades do projeto. Entre elas estão renda mínima para as 100 primeiras corridas, que variará entre R$ 1,5 mil e R$ 1,6 dependendo cidade.

O Uber revelou uma parceria também com a Localiza Hertz para oferecer condições especiais para que mulheres possam alugar veículos e trabalhar. Não haverá exigência de cartão de crédito e os preços serão inferiores aos valores regulares da empresa. A cobrança do aluguel de carro será feita automaticamente dentro da plataforma do Uber.

E quando as passageiras poderão escolher apenas motoristas mulheres? "Sempre perguntam quando mulheres poderão optar por motoristas mulheres. Esse é o objetivo final, mas primeiro precisamos aumentar a base de motoristas mulheres para garantir a qualidade do serviço", disse Claúdia Woods, diretora geral do Uber no Brasil. 

Em 2018, o Uber realizou um estudo que mostrou que homens recebiam, em média,  7% a mais que as mulheres. Segundo Woods, o Uber tentará reduzir essa diferença no projeto educando as mulheres a como usar a plataforma para descobrir como gerar o máximo possível de renda, optando por rotas e horários mais lucrativos. 

Para  ajudar na educação, o Uber firmou uma parceria com a Rede Mulher Empreendedora para cursos online para as motoristas sobre empoderamento econômico. Haverá também uma rede de apoio com atendimento presencial em espaços do Uber nas três cidades do projeto. 

*Com informações do Estadão.

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