Segunda-feira, 22 de Julho de 2019
Ari Moutinho

Presidente do TCE-AM rebate críticas sobre atuação do órgão no combate à corrupção

O promotor de justiça Edilson Martins disse que a Corte de Contas “serve para passar a mão em cima do mal feito” de políticos



show_ar.JPG Presidente do TCE, Ari Moutinho, disse que os órgãos de controle têm que se unir (Foto: Márcio Silva)
13/12/2016 às 05:00

O presidente do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), conselheiro Ari Moutinho Júnior, afirmou  que lamenta a declaração do promotor de justiça Edilson Martins de que a Corte de Contas “serve para passar a mão em cima do mal feito” de políticos. A declaração foi dada em entrevista publicada na edição de domingo do jornal A CRÍTICA na qual o promotor falou sobre o combate à corrupção no Amazonas.

“Eu lamento. Ele (Edilson Martins) está convidado para conhecer melhor a atuação do Tribunal de Contas do Amazonas. Seria necessário ele perguntar dos promotores que fazem parte da Rede Controle junto com o TCE, PF, TCU, Receita Federal e outros órgãos, qual a opinião deles sobre o TCE-AM”, declarou Ari Moutinho.

O presidente do TCE lembrou que todas as operações deflagradas pelo MP-AM tiveram a participação do TCE-AM. “Entendo que o posicionamento dele não deve refletir o posiconamento dos promotores que são mais próximos da Corte. O próprio Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) elogia de público a atuação do TCE-AM em relação as operações que foram deflagradas. Essas críticas que ele fez não constroem. Nós somos instituições de controle, de fiscalização, precisamos somar, e não nos dividir”, disse Moutinho.

‘Engatinhando’ contra a corrupção

Membro do Ministério Público do Amazonas há 26 anos e titular da 77ª Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, o promotor Edilson Martins, responsável por lidar diretamente com casos de improbidade administrativa, afirmou que o órgão está “engatinhando” no combate à corrupção e que o Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) “serve para passar a mão em cima do mal feito”.

“Nós do Amazonas temos que mudar muito, mas não só o MP, o TCE também, que serve para passar mão em cima do mal feito. Aliás, não sei por que é esse nome: Tribunal de Contas. Porque é o único tribunal que não tem jurisdição de poder. O TCE é uma Corte de Contas, uma Comissão de Contas. Outro nome poderia se dar, não tribunal. Quem está lá são ex-políticos, indicações”, disse Edilson Martins. Leia a entrevista na íntegra aqui.

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