Quarta-feira, 24 de Abril de 2019
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Movimento Nacional de Luta pela Moradia ocupa primeiro prédio público em Manaus

A ação faz parte da jornada nacional de luta pela moradia e reforma urbana, que está acontecendo em todos os Estados brasileiros.


15/04/2015 às 17:12

Integrantes do Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM) ocuparam, na manhã desta quarta-feira (15), um prédio público da Superintendência do Patrimônio da União (SPU), na Avenida Umberto Calderaro, no bairro Adrianópolis, Zona Centro Sul. Cerca de 100 famílias estão abrigadas em uma área de 3.084 metros quadrados. A ação faz parte da jornada nacional de luta pela moradia e reforma urbana, que está acontecendo em todos os Estados do Brasil. 

O representante do movimento no Amazonas, Lamar, 45, que preferiu divulgar apenas o primeiro nome, conta que as famílias estão aguardando por uma resposta oficial da SPU e que só sairão do prédio mediante reintegração de posse. O prédio está abandonado há pelo menos 13 anos. A Escola de Educação Especial Emerson Prestes funcionava no local, mas foi fechada em 2006 quando uma criança de oito anos morreu depois de ter se afogado na piscina de uma chácara ao lado da unidade.


“A gente entende que existe um déficit de moradia muito grande e não podemos ficar reféns do governo, à espera dos conchaves políticos e da chamada do programa ‘minha casa minha vida’. Resolvemos ocupar prédios públicos porque entendemos que pela constituição temos direito a moradia e um prédio público pode ser usado para a garantia desse direito constitucional”, disse Lamar.

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O movimento existe no Amazonas há cinco anos. Esta é a primeira ocupação de prédio público em Manaus. “Já fizemos ocupações de terrenos, mas esta é a primeira de prédio público. Fizemos um mapeamento próprio, pois a SPU não nos repassou o mapeamento dos locais abandonados. Sabemos que assim como estes, existem pelo menos mais quatro prédios sem ocupação na cidade”. Segundo Lamar, as famílias que ocuparam a área vivem em áreas de risco ou moram de aluguel. 

Patrimônio

A superintendente da SPU/AM, Luciana Fernandes da, informou  que o imóvel  não está abandonado. De acodo com ela, parte do imóvel foi entregue à  Controladoria Geral da União no Amazonas (CGU/AM) para a construção de sua sede. “O restante do terreno é utilizado pela Justiça Federal como arquivo, com  previsão de construção de sede para abrigar todas as varas federais", esclareceu.


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