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Movimento pretende revitalizar antigo prédio da antiga Faculdade de Direito da Ufam

Criado pelo advogado Júlio Antônio Lopes, o movimento busca uma reforma emergencial e posteriormente o restauro completo do prédio 01/02/2016 às 19:32
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O antigo prédio da Faculdade de Direito fica na rua Coronel Sérgio Pessoa ao lado da Praça dos Remédios, no Centro
Janaína Andrade Manaus (AM)

Com a missão de sensibilizar órgãos e a sociedade civil, foi criado em Manaus o movimento “Salve a Velha Jaqueira”, que tem como objetivo revitalizar o antigo prédio da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), localizado na Praça dos Remédios, Centro. Além de ser patrimônio histórico da cidade, A Velha Jaqueira, como é conhecida a faculdade, formou gerações de juristas e de lideranças do Amazonas.

Criado pelo advogado Júlio Antônio Lopes, o movimento busca uma reforma emergencial e posteriormente o restauro completo do prédio. “Sou egresso da Ufam, sou filho da Jaqueira, morei nas imediações da Praça dos Remédios, e não só eu, mas muitas pessoas têm uma relação sentimental muito grande com aquele prédio. É emergencial a necessidade de uma reforma. A fachada e o interior do prédio estão bastante deteriorados”, contou.

O jurista destaca que a faculdade, construída entre 1904 e 1907, foi a primeira instituição de ensino superior de Direito no País. “Esse é um movimento construtivo, colaborativo e participativo. Queremos influir positivamente para ajudar a faculdade”, disse.

No site da Ufam, foi divulgado a criação de uma comissão, coordenada pelo diretor da Faculdade de Direito (FD), professor Sebastião Marcelice Gomes, onde serão elaborados dois projetos para que o antigo prédio da Faculdade de Direito volte a funcionar. São os projetos de estabilização, para evitar que haja alguma possibilidade de o prédio ruir, e a restauração propriamente dita, a fim de que o espaço possa ser plenamente utilizado.

O projeto de estabilização será elaborado paralelo às negociações com a Secretaria de Estado da Cultura (SEC), que, por intermédio do seu titular, Robério Braga, garantiu à reitora da Ufam, Márcia Perales Mendes Silva, financiar tanto o projeto de restauro quanto a própria restauração do prédio histórico, localizado na Praça dos Remédios.

De acordo com a Ufam, qualquer intervenção na estrutura do prédio da antiga Faculdade de Direito, necessita da autorização do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Em reunião com a reitora Márcia Perales, o diretor do Iphan, Almir de Oliveira, prometeu orientar detalhadamente o que precisa ser feito para tornar mais ágil o processo de autorização a fim de que se iniciem tanto as obras de estabilização quanto de restauração do prédio.

O movimento conta com o apoio do Instituto Histórico e Geográfico do Amazonas (Igha), Procuradoria Geral da República (PGR), Faculdade de Direito da Ufam, Ordem dos Advogados (OAB/AM), Tribunal Regional do Trabalho (TRT-AM) e o Tribunal de Justiça (TJ-AM).

MPF convida para tratar do assunto

O procurador-chefe do Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM), Edmilson Barreiros, declarou que, após o Carnaval, irá convidar a Ufam, o Iphan e membros da sociedade civil para uma reunião com o intuito de discutir as possíveis providências quanto a reforma do prédio. “Será uma conversa inicial, pois aquele prédio tem uma representatividade grande para muitos”.

“Um espaço como aquele não pode sofrer com a falta de cuidado. Importantes personalidades passaram por aquele prédio que faz parte da história de nossa cidade e portanto, merece todo cuidado e uma revitalização urgente”, declarou a presidente do TJ-AM, desembargadora Maria das Graças Figueiredo.

O professor, historiador e cientista social Pontes Filho afirmou que “não se trata de nostalgia nem de culto ao tradicionalismo conservador, mas de reconhecer o imenso valor desse símbolo de educação jurídica, cívica e de formação profissional que integra o rol de elementos do patrimônio cultural do Amazonas”.

A reitora da Ufam, Márcia Perales, destacou que “apoios são sempre bem-vindos, quando se somam aos esforços  para recuperar um espaço tão importante para nós (Ufam, sociedade, estudantes e ex-estudantes do Direito)”, declarou.

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