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Cotidiano
SAÚDE

Atividades na Coordenação Estadual de IST/Aids/HV correm risco de paralisação

Com a substituição dos servidores de Regime Especial de Trabalho (RET) pelo concursados, os colaboradores do programa demitidos não foram substituídos 03/06/2017 às 05:00
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Há 11 dias, a FMT anunciou estratégias de prevenção para barrar o avanço do HIV. Foto: Divulgação
Silane Souza Manaus (AM)

Integrantes do Fórum Permanente em Defesa da Saúde do Amazonas temem que as ações promovidas pela Coordenação Estadual de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST/Aids/HV) deixem de ser realizadas devido à falta de servidores. Conforme eles, com a substituição dos servidores de Regime Especial de Trabalho (RET) pelo concursados, os colaboradores do programa demitidos não foram substituídos, aumentando ainda mais as dificuldades nos trabalhos de prevenção.  No último dia 1º, o fórum junto com entidades divulgou nota de repúdio contra o “desmonte” da coordenação. A nota foi divulgada menos de uma semana depois de o governo do Estado discutir em Manaus estratégias de prevenção para tentar barrar o crescimento de HIV/Aids e outras  doenças sexualmente transmissíveis.

O presidente da Associação Garotos da Noite (AGN), Dartanhã Silva, destacou que a coordenação vem há aproximadamente um ano e meio informando que dispõe de quantidade inadequada de servidores para tocar os trabalhos de prevenção a Aids no Estado, mas nada foi feito por parte do governo. E a situação se agravou com a substituição dos RETs pelo concursados. “Com a publicação da última relação de exoneração dos RETs, a coordenação fechou o setor de logística”, disse. o setor de logística cuida, entre outras coisas, da distribuição dos medicamentos para tratamento das pessoas vivendo com HIV/Aids e testes rápidos para HIV.

“Nosso medo é que a falta de servidores leve a paralisação desses trabalhos. Muitos inclusive estão sendo feitos de maneira precária. Esperamos que a nossa carta chegue ao governador e ele resolva o problema junto a coordenação, não precisa nem se reunir com o movimento”, afirmou.

 Dartanhã ressaltou que o Amazonas é um dos primeiros no ranking dos estados brasileiros com a maior taxa de detecção do vírus HIV e também de mortes por causa da infecção. Isso pode se agravar com o enfraquecimento ou mesmo a paralisação das ações de prevenção, diagnóstico e tratamento das infecções sexualmente transmissíveis. “As pessoas já não têm muita informação e com a coordenação sem servidores para promover e apoiar as ações tudo vai ficar pior”, apontou. 

Haverá substituição por efetivos
A Secretaria de Estado de Saúde (Susam) informou que o desligamento dos profissionais do RET  está sendo efetivado em cumprimento à orientação dos órgãos de Justiça e controle. Em contrapartida, a Susam está convocando os aprovados no último concurso  e estes estão sendo distribuídos na rede estadual  de acordo com a necessidade. Com relação ao caso específico da Coordenação de Infecções Sexualmente Transmissíveis/Aids, a Susam informou que o Departamento de Gestão de Recursos Humanos está trabalhando para disponibilizar novos profissionais para atuar no programa. “A Susam reconhece a importância do trabalho e irá continuar apoiando a equipe em tudo o que for necessário”, finalizou em nota.

Alto índice no AM
Na semana passada, a Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) informou que  o Amazonas e  Manaus estão em terceiro lugar entre os Estados e Municípios com maior índice d e Aids. De 1986 a agosto de 2016, foram registrados 15.149 casos no Estado, sendo 12.179 somente em Manaus. A capital concentra 80,39% das notificações.

‘Luta incansável, mas em vão’
Para o fórum, a luta da coordenadora estadual de IST/Aids/HIV, Silvana Lima, pela manutenção do programa tem sido incansável, mas, infelizmente, a gestão não se sensibilizou para entender que tem que haver um maior investimento.

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