Terça-feira, 16 de Julho de 2019
SEJUSC

Movimentos sociais cobram recursos para criação de agenda positiva em 2018

Líderes de vários segmentos, como criança e adolescente, idoso, mulher, LGBT, igualdade racial, diversidade religiosa, pessoas vivendo com HIV, dentre outros, participaram de reunião com a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc)



fotosss.JPG Secretário disse que esforços para implementar ações serão reforçados.
14/12/2017 às 22:56

Lideranças de movimentos sociais do Estado participaram, nesta quinta-feira (14), de uma reunião com a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc) para criar uma espécie de “agenda positiva” para 2018. A reunião também foi para apresentar os principais problemas que os movimentos enfrentam e articular, junto com a Sejusc, alternativas para solucioná-los. O evento foi realizado na sede da secretaria, no conjunto Celetramazon, no Adrianópolis, na Zona Centro-Sul.

Movimentos de vários segmentos, como da criança, adolescente, idoso, mulher, LGBT, igualdade racial, diversidade religiosa, pessoas vivendo com HIV, dentre outros, participaram da reunião. O representante da Rede Jovem Vivendo com HIV, Rafael Arcanjo, citou por exemplo a negligência do Estado em relação ao tratamento dado às pessoas que possuem Aids. “Este ano muitos pacientes tiveram que sobreviver com o fracionamento dos medicamentos. Muitos dos nossos direitos estão sendo cerceados e nem  sempre somos ouvidos”, criticou ele.

Representantes de entidades e movimentos sociais ligados a população LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) reclamaram da falta de atenção à causa e, principalmente, as dificuldades para construir uma casa de acolhimento para esse público.

Já o representante do Coletivo Difusão, Paulo Trindade, destacou  que para implementações para 2018 é necessário, sobretudo, ter orçamento disponível. “Não existe política pública sem orçamento e temos até a metade de próximo ano para definirmos nosso calendário. Por isso, é importante termos uma resposta sobre isso o quanto antes”, afirmou ele.

O secretário da Sejusc, Clizares Santana,  afirmou que orçamento da pasta está apertado, mas os esforços serão reforçados para que ações continuem sendo implementadas no próximo ano. “Nós estamos organizando a casa. Há várias situações como da dificuldade orçamentária, mas o princípio é o diálogo. E é isso que estamos buscando como os movimentos e com os conselhos, pois eles são os esteios dessa secretaria e queremos desenvolver nossas atividades de forma efetiva”, afirmou ele.

Para o coordenador-geral da Articulação Amazônica dos Povos e Comunidades Tradicionais de Terreiro de Matrizes Africana (Aratrama), Alberto Jorge, o Amazonas precisa criar políticas públicas de Estado e não de governo como vem ocorrendo. “Precisamos chamar para essa discussão para os direitos humanos, mas levando em consideração as suas transversalidades, com ações duradouras e igualitárias”, argumentou.

Receba Novidades

* campo obrigatório

Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.