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Cotidiano
Nepotismo

MP-AM investiga contrato de sogro do presidente da Câmara Municipal de Manaus

Contratante é o presidente da CMM, Wilker Barreto, e o engenheiro estaria recebendo dois salários 06/06/2017 às 05:20
Show wilker barreto
O ato configura, se for confirmado, ato de improbidade administrativa que causa enriquecimento ilícito e dano aos cofres públicos. Foto: Arquivo AC
Janaína Andrade Manaus

O Ministério Público do Amazonas (MP-AM) abriu inquérito civil para investigar se o presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), Wilker Barreto (PHS), praticou nepotismo ao contratar por um salário de R$ 16 mil, o sogro – Raimundo Fábio Moreira da Silva, para o cargo de diretor de Engenharia da CMM.

O caso começou a ser investigado em junho de 2016, por meio de um procedimento preparatório pela promotora de Justiça, Neyde Regina Trindade. O inquérito civil, agora, será conduzido pelo  promotor substituto, Leonardo Tupinambá do Valle.

À reportagem, Wilker afirmou que já encaminhou para o MP-AM documento que mostra que o sogro optou pelo salário da CMM, não acumulando assim dois vencimentos. “Isso (inquérito civil) é procedimento do MP-AM, é uma questão burocrática, mas já respondi a eles”, disse.

Entenda o caso

O caso teve origem através de uma denúncia anônima, recebida pela Central de Atendimento do Ministério Público, via serviço de “Denúncia Online”. Durante a verificação preliminar da denúncia foi constatado a nomeação do sogro de Wilker no cargo, através do Diário Oficial da CMM do dia 6 de janeiro de 2015.

Raimundo Fábio Moreira da Silva foi cedido, de acordo com a portaria por delegação nº 4710/2015, da Subchefia da Casa Civil do Município de Manaus, pela Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) pelo prazo de um ano, continuando a ser remunerado pela pasta, e não pela Casa Legislativa. A portaria foi publicada no Diário Oficial do Município de 25 de março de 2015.

Em consulta ao site da CMM ficou constatado o pagamento ao sogro de Wilker, como ocupante de cargo comissionado de diretor. O que para o MP-AM sugere que existiu duplicidade de remuneração dos dois órgãos – Seminf e CMM, embora o engenheiro estivesse atuando somente na Casa Legislativa. O ato configura, se for confirmado, ato de improbidade administrativa que causa enriquecimento ilícito e dano aos cofres públicos.

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