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Cotidiano
INQUÉRITO

Ministério Público investiga denúncia de falta de oxigênio em hospitais de Tabatinga

Segundo o órgão, um servidor público da própria Secretaria Municipal de Saúde de Tabatinga denunciou o caso 27/10/2017 às 10:20 - Atualizado em 27/10/2017 às 11:04
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Foto: Arquivo A Crítica
acritica.com Manaus (AM)

O Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) começou a investigar uma denúncia grave de falta de oxigênio medicinal nos hospitais do município de Tabatinga, a 1.108 quilômetros de Manaus. Segundo o órgão, um servidor público da própria Secretaria Municipal de Saúde de Tabatinga denunciou o caso.

O inquérito civil número 001.010.2017 foi aberto na última quarta-feira (25) pela 1ª Promotoria de Justiça de Tabatinga (1ª PJT) e também deve envolver também o Ministério Público Federal (MPF), pois uma das unidades de saúde denunciadas é o Hospital de Guarda de Tabatinga (HGUT), vinculado a órgão federal.

Outro hospital denunciado pela falta de oxigênio é a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Tabatinga, unidade de saúde que foi citada no escândalo da “Maus Caminhos” como sendo um dos hospitais administrados pelo Instituto Novos Caminhos (INC) e que teria tido recursos desviados pela organização criminosa liderada pelo médico e empresário Mouhamad Moustafa.

Para o Ministério Público, a situação é considerada grave, já que a falta de oxigênio coloca em risco a população local de Tabatinga e das regiões próximas. O MP-AM expediu também ofícios ao MPF, ao prefeito de Tabatinga, ao secretário de Saúde do município e aos diretores da UPA e do HGUT para prestarem esclarecimentos.

Em nota enviada à imprensa, a Secretaria de Estado de Saúde (Susam) informou que está trabalhando para normalizar o abastecimento de gás medicinal na UPA de Tabatinga. “Desde que a atual a gestão assumiu, no último dia 5 de outubro, o problema está elencado como uma das prioridades a serem resolvidas”, divulgou a assessoria da Susam.

Entretanto, o órgão afirmou que o contrato de fornecimento de oxigênio com uma empresa terceirizada estava vencido e sem pagamento desde fevereiro de 2017. “Para regularizar a situação com a empresa fornecedora, a Susam precisa respeitar procedimentos legais da administração pública”, ressaltou a secretaria estadual.

A Susam informou ainda que devido ao caso de extrema urgência, até que o problema seja resolvido, a atual gestão do hospital tem buscado trabalhar em parceria com o Hospital do Exército, que tem se prontificado a ajudar. “Caso haja alguma demanda imediata, a Susam está desenvolvendo estratégias para o atendimento”, finalizou.

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