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Cotidiano
Nepotismo

Ministério Público investiga contrato de Wilker Barreto com sogro na Câmara

O Ministério Público do Amazonas (MP-AM) investiga se o presidente da Câmara Municipal de Manaus, vereador Wilker Barreto (PHS), praticou nepotismo ao contratar por um salário de R$ 16 mil, o sogro - Raimundo Fábio Moreira da Silva, para o cargo de diretor de Engenharia do legislativo municipal. (Foto: Tiago Correa/CMM) 10/06/2016 às 19:18 - Atualizado em 11/06/2016 às 07:38
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Durante a verificação preliminar da denúncia foi constatado a nomeação do sogro de Wilker no cargo, através do Diário Oficial da CMM do dia 6 de janeiro de 2015.
Janaína Andrade Manaus

O Ministério Público do Amazonas (MP-AM) investiga se o presidente da Câmara Municipal de Manaus, vereador Wilker Barreto (PHS), praticou nepotismo ao contratar por um salário de R$ 16 mil, o sogro - Raimundo Fábio Moreira da Silva, para o cargo de diretor de Engenharia do legislativo municipal.

O procedimento preparatório – investigação inicial que pode resultar em um inquérito civil ou ação civil pública – é de autoria da promotora de Justiça, Neyde Regina Trindade, titular da 13° Promotoria de Justiça, e foi publicado no Diário Oficial do MP-AM de sexta-feira, 10 de junho.

O caso teve origem através de uma denúncia anônima, recebida pela Central de Atendimento do Ministério Público, via serviço de “Denúncia Online”. Durante a verificação preliminar da denúncia foi constatado a nomeação do sogro de Wilker no cargo, através do Diário Oficial da CMM do dia 6 de janeiro de 2015.

Raimundo Fábio Moreira da Silva foi cedido, de acordo com a portaria por delegação nº 4710/2015, da Subchefia da Casa Civil do Município de Manaus, pela Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) pelo prazo de um ano, continuando a ser remunerado pela pasta, e não pela Casa Legislativa. A portaria foi publicada no Diário Oficial do Município de 25 de março de 2015.

Segundo a promotora de Justiça, em consulta ao site da CMM ficou constatado o pagamento ao sogro de Wilker, como ocupante de cargo comissionado de diretor. O que, segundo ela, sugere que existiu duplicidade de remuneração dos dois órgãos – Seminf e CMM, embora o engenheiro estivesse atuando somente na Casa Legislativa. O ato configura, se for confirmado, ato de improbidade administrativa que causa enriquecimento ilícito e dano aos cofres públicos.

"Não é nepotismo", diz Wilker

Procurado, o presidente da Câmara, Wilker contou que quando contratou o engenheiro da Seminf,  Raimundo Fábio Moreira da Silva, este ainda não era seu sogro. “Quando ele assumiu não era meu sogro, se tornou em agosto (de 2015). Eu só não tirei ele em agosto de 2015 porque ele (Raimundo) estava com projetos em andamento como a reforma da minivila Olímpica (do Santo Antônio) e a construção do auditório da CMM, como engenheiro responsável”, declarou.

De acordo com Wilker, a CMM não remunerou seu sogro indevidamente. “Eu tenho o documento de opção de vencimento pela CMM. Se houve pagamento (indevido) foi pela PMM. E na hora que eu exonerei o Fábio, no início de maio deste ano, o prefeito (Artur Neto) pegou (ele) na hora”, concluiu. Hoje, o engenheiro Fábio Moreira, segundo Wilker, trabalha na Secretaria Municipal de Trabalho, Emprego e Desenvolvimento (Semtrab).

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