Domingo, 15 de Dezembro de 2019
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MPE inicia análise de documentos apreendidos na Operação Cauxi

Documentos e notebooks foram apreendidos na Prefeitura de Iranduba, Câmara, secretarias e residências. Conteúdo poderá revelar mais detalhes de esquema de corrupção



1.jpg Casa do prefeito afastado de Iranduba, Xinaik Medeiros, foi um dos locais com documentos apreendidos
17/11/2015 às 14:39

O Ministério Público Estadual (MPE) começou a retirar o lacre dos pacotes com material suspeito apreendido durante a Operação Cauxi deflagrada na semana passada no município de Iranduba, com apoio da Polícia Civil. O “deslacre” deve continuar durante toda a semana.

De acordo com o procurador de Justiça Mauro Veras, os pacotes possuem documentos, anotações e notebooks apreendidos pelos policiais na Prefeitura de Iranduba, Câmara Municipal, secretarias e residências dos acusados. Ao todo, 13 pessoas são denunciadas de participar de esquema de corrupção no município.



Segundo o procurador Veras, os pacotes serão analisados criteriosamente por funcionários da Corregedoria Geral da União (CGU) e por membros do MPE. Os primeiros pacotes “deslacrados” são de materiais que foram apreendidos na Prefeitura.

A retirada dos primeiros lacres foi acompanhada pela prefeita em exercício de Iranduba, Maria Madalena de Souza, a “Madá” (sem partido), pelo o procurador do município e pelo advogado das partes. A imprensa não foi autorizada a participar dessa abertura

O procurador disse que acredita que durante a análise desses documentos deverão aparecer novos fatos e que não descarta a possibilidade de surgir nomes de outras pessoas envolvidas no caso de corrupção na Prefeitura do município. Se isso ocorrer, tais pessoas serão chamadas e serão ouvidas em depoimento.

Na saída da sede do MPE, a prefeita em exercício disse que só acompanhou a abertura dos lacres e saiu. “Estou deixando a prefeitura com as portas abertas para que o MPE possa fazer o seu trabalho. Vou aguardar o desfecho de tudo isso”, disse a prefeita em exercício.

Segundo ela, o pacote “deslacrado” hoje contém documentos referentes a contratos de transportes escolares considerados como a principal torneira de escoamento do dinheiro público que era repassado ao município pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), além de planilhas.


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