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Cotidiano
PRESÍDIO FEDERAL

MPF alerta para possível confronto da FDN e facção rival no presídio federal de Mossoró

Presença de detentos de Manaus na penitenciária do RN é perigo iminente de conflitos, segundo o órgão, que pediu nova transferência de presos 03/02/2017 às 18:04
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Foto: Agência Brasil
acritica.com

O Ministério Público Federal do Rio Grande do Norte alertou as autoridades para um possível confronto entre membros da facção criminosa Família do Norte (FDN) e integrantes de facções rivais dentro da Penitenciária Federal de Mossoró, em Mossoró (RN). Segundo o órgão, a presença de detentos de Manaus na unidade prisional é perigo iminente de conflitos.

O alerta do MPF gerou uma recomendação enviada ao Ministério da Justiça e ao Departamento Penitenciário Nacional (Depen). Na recomendação, o Ministério Público Federal pediu a total separação dos presos de facções rivais na unidade federal de Mossoró ou a transferência de parte dos internos para outro presídio do País na intenção de evitar rebeliões.

Em uma inspeção realizada dentro do presídio na terça-feira (31), o procurador da República Emanuel Ferreira, autor da recomendação, conversou com diretores e chefes administrativos da penitenciária e ouviu relatos quanto ao temor dos agentes de que, devido ao aumento do número de presos, não seria mais possível efetuar a devida separação das facções, de modo a evitar confrontos.

A recomendação expedida pelo MPF alerta que membros da FDN e da facção Comando Vermelho (CV) já dividem as alas dentro do presídio, compartilhando espaços de vivência e de banho de sol. No presídio, que comporta 208 presos, vivem 151 custodiados, o que corresponde a mais de 72% da capacidade total, o que para o MPF torna cada vez mais difícil assegurar a total separação das facções.

Recentemente, facções criminosas se enfrentaram dentro de presídios de todo o País, levando à morte de mais de uma centena de presos, incluindo em Manaus, onde 65 detentos foram mortos em conflitos em vários presídios da capital amazonense, além de fugas e ataques fora dos presídios, como aconteceu na cidade de Natal. Também houve massacres de detentos em Boa Vista (RR).

Por fim, o MPF recomendou que sejam aplicadas quaisquer medidas para evitar conflitos, como até promover a transferência de presos para outra unidade prisional federal com menor número de presos. O órgão deu prazo de 60 dias para que o Ministério da Justiça e o Depen enviem resposta comprovando se as recomendações foram cumpridas. Caso não haja resposta positiva, o MPF pode adotar ações judiciais e extrajudiciais.

Transferidos de Manaus

No dia 11 de janeiro deste ano, 17 detentos de Manaus membros da FDN e apontados como líderes do massacre de 56 presos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) foram transferidos para presídios federais do País, incluindo o de Mossoró e a Penitenciária Federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul.

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