Domingo, 26 de Maio de 2019
ACIDENTE AÉREO

MPF pede documentos e gravações de voz de avião que caiu com Teori Zavascki

A Polícia Federal e Força Aérea Brasileira também informaram ter aberto investigações sobre o acidente aéreo que matou o ministro do STF



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(Foto: Bruno Kelly/Reuters)
20/01/2017 às 12:00

O Ministério Público Federal em Angra dos Reis (RJ) pediu nesta sexta-feira (20) à Aeronáutica e à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) documentos para investigar o acidente aéreo que matou o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), e outras quatro pessoas em Paraty, litoral do Estado do Rio de Janeiro.

Em nota, o MPF disse que, além dos documentos, também pedirá gravações de voz da aeronave e realizará outras diligências, como depoimento de testemunhas, para investigar o caso. “O MPF requisitou documentos à Anac e ao comando da Aeronáutica relativos à manutenção da aeronave, gravações da conversa entre piloto e a torre/rádio de controle e também está colhendo, em união de esforços com a Polícia Federal, provas testemunhais do local”, afirmou o MPF.

Na quinta-feira (19) a Polícia Federal anunciou a abertura de inquérito para investigar o acidente, que também matou o empresário Carlos Alberto Fernandes Filgueiras, 69, dono do Hotel Emiliano e proprietário do avião, o piloto da aeronave, Osmar Rodrigues, 56, a massoterapeuta Maira Lidiane Panas Helatczuk, 23, e a mãe de Maira, a professora Maria Ilda Panas, 55. A Força Aérea Brasileira (FAB) também informou ter aberto investigações

O avião Hawker Beechcraft, modelo C90GT, pertencia ao Grupo Emiliano e decolou na quinta-feira (19) de São Paulo, por volta das 13h, rumo a Paraty. Segundo relatos dos bombeiros e de testemunhas, chovia muito na região de Paraty no momento do acidente. A fabricante da aeronave, a Textron Aviation, afirmou que a empresa está trabalhando de perto com as autoridades responsáveis pelas investigações do acidente.

Lava Jato

O ministro Teori Zavascki era relator da Operação Lava Jato no STF e, portanto, responsável por analisar os casos envolvendo parlamentares e políticos com prerrogativa de foro acusados de envolvimento no bilionário esquema de corrupção na Petrobras. Havia expectativa que em fevereiro ele decidisse sobre a homologação dos acordos de delação premiada com 77 executivos da Odebrecht. As informações desses acordos têm sido apontados como de grande potencial para sacudir o meio político.

Em junho do ano passado, ao comentar se ele ou sua família teriam sofrido ameaças, o ministro afirmou que não havia recebido “nada sério”. Os comentários foram feitos após o filho do ministro Francisco Zavascki alertar sobre ameaças contra o magistrado e familiares em sua conta no Facebook.

*Eduardo Simões e Brad Brooks


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