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Cotidiano
APÓS DISCUSSÃO

MPF pede reforço após indígena ser baleado em tumulto em Santa Isabel, no AM

Discussão deixou um vigilante de terras indígenas ferido em Área de Preservação Ambiental. Exército e SSP-AM foram acionados após ameaças aos moradores da comunidade 16/11/2018 às 20:41
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Foto: Arquivo/AC
Izabel Guedes Manaus (AM)

O Ministério Público Federal do Amazonas (MPF) pediu reforço policial do Exército e Secretaria de Segurança Publica do Estado (SSP-AM) para o município de Santa Isabel do Rio Negro (a 690 quilômetros de Manaus). Uma discussão entre um vigilante de terras indígenas, policiais civis e praticantes de pesca esportiva, resultou em um indígena baleado na tarde desta sexta-feira (16) e ameaças aos moradores da comunidade, segundo denúncia feita por representantes do Instituto Socioambiental (ISA).

De acordo com as informações, Arlindo Nogueira, da etnia Baré, estava no Posto de Vigilância Indígena na foz do rio Uneuixi, quando algumas pessoas, que estavam em um barco de pesca, tentaram entrar na Área de reservação Ambiental Tapuruquara para pescar.

O procurador Fernando Merloto Soave acompanha o caso e assim que foi informado da situação acionou os meios de segurança.

“Estamos correndo atrás das coisas, apurando as informações recebidas, mas por enquanto acionamos as forças para garantir a segurança dos indígenas. Também entramos em contato com a Polícia Federal para averiguar os fatos denunciados no local e ter mais informações concretas. Depois outras medidas vão ser tomadas conforme os fatos forem esclarecidos”, explicou.

Indígena baleado

Os representantes do ISA foram informados da situação após um funcionário da Fundação Nacional do Índio ( Funai) presenciar o fato.

“Segundo o servidor, o responsável da embarcação se alterou e nesse momento saíram policiais e trabalhadores do barco, armados, atirando para o baixo e para cima. Um desses tiros acertou o braço do senhor Arlindo que se encontra no hospital da cidade e deverá ser transferido para Manaus. Além disso, nos informaram que outras pessoas estavam sofrendo ameaças por isso acionamos o MPF”, comentou a analista de comunicação do ISA, Juliana Radler.

A reportagem entrou em contato com a SSP e com o Exército para saber o que estaria sendo feito em relação ao caso, mas os órgãos não mandaram resposta. A reportagem também tentou entrar em contato com a empresa do barco, mas nenhum dos números disponíveis no site da mesma atendeu as ligações.

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