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MPL monta acampamento para acompanhar votação no senado

Além do ato simbólico, o MPL prepara novo protesto em Manaus com adesão dos sindicatos e do movimento estudantil 03/07/2013 às 20:24
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Movimento Passe Livre ganhou a adesão de sindicatos em todo o país
Bruno Strahm Manaus (AM)

Membros do Movimento Passe Livre de Manaus (MPL) montaram acampamento desde a manhã até o início da noite de ontem (3) no Paço Municipal, em frente ao Palácio Rio Branco, no Centro da cidade. O ato simbólico foi realizado para acompanhar a votação do Projeto de Lei do Senado de número 248 (PLS-248), que trata do passe livre para todos os estudantes brasileiros. A PLS-248 acabou não entrando na pauta de votação até o fim da plenária e deve ser votada em regime de urgência até sexta-feira (5).

O resultado da votação, e mesmo a revogação do aumento no preço da tarifa de ônibus, por parte do Prefeito de Manaus e do Governador do Estado, não mudam os planos do MPL. O movimento continuará a realizar novas assembléias abertas para discutir o problema do transporte público e também deve realizar um novo protesto, marcado para o próximo dia 11 de julho.

Greve geral

De acordo com Sandro Marandueira, do MPL, o próximo protesto terá a adesão dos principais sindicatos e associações de trabalhadores do Brasil. CUT, CSP-Conlutas, CTB, UGT e Força Sindical irão paralisar suas atividades, promovendo greve geral em todo o país. “O MPL se organizou e agora teremos a adesão dos sindicatos que sempre lutaram por esta causa. Serve também para contrapor esta falsa greve geral anunciada pelo protesto que aconteceu em Manaus e em outros locais do país na segunda feira, onde não houve adesão de nenhuma classe”, comenta Marandueira.

Além dos sindicatos, deve se juntar ao protesto o movimento estudantil por meio da União Nacional dos Estudantes (UNE). Yann Evanovick, da União da Juventude Socialista (UJS), presente na ocasião, confirmou que a agenda de luta pelo passe livre das diferentes organizações em Manaus, caminharão juntas com o MPL. “A partir de agora nós juntamos esforços para a luta sobre a questão do passe livre, tanto estudantil quanto universal. Ainda assim, manteremos nossas próprias atividades no protesto do dia 11”, disse Evanovick.


Assembleias públicas

Segundo Thiago Roney, membro do MPL, a meta é ampliar a discussão com a sociedade por meio de assembleias públicas para que haja a troca de idéias e surjam novas pautas a vista. “Na sexta-feira (5) nós faremos uma reunião no Sindicato dos Estivadores em Manaus para discutir o apoio a uma Comissão Parlamentar de Investigação sobre as empresas de ônibus de Manaus, não sobre o transporte público. Precisamos da adesão popular para pressionar os parlamentares a implantá-la. Já temos as planilhas de custo dos últimos dez anos e a estamos estudando”, diz.

Para Marandueira, é importante que se traga a população para discutir políticas públicas com o governo. “Na nossa última assembleia – semana passada - ficamos chocados ao perceber que a maioria dos participantes rejeitou as contra propostas da Prefeitura. Percebi que não estava lá para representar o MPL, e sim a vontade de todos. É preciso aprofundar a discussão e ampliá-la para a mobilidade urbana. Nossa cidade gasta muito com diesel e manutenção de ônibus, o que torna este tipo de transporte sobrecarregado. Pouco se fala em transporte público fluvial por exemplo, há projetos de mais de dez anos sobre isso mas nenhum nunca foi implantado”, comenta.

 

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