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Mulher perde bebê e aguarda mais de um dia cirurgia de retirada do feto no Instituto da Mulher

A paciente chegou ao Instituto da Mulher Dona Lindú na quinta-feira (18) e ainda aguarda para passar por procedimento cirurgico para a retirada do feto  20/09/2014 às 14:09
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Segundo parentes, a paciente só recebeu um leito esta sexta-feira (19)
acritica.com Manaus (AM)

Após realizar um exame de ultrassonografia em uma clínica particular e descobrir que carregava um feto morto, Danielle Veras Motta, de 28 anos, se internou no Instituto da Mulher – Dona Lindú na tarde da última quinta-feira (18) onde alega não ter recebido o tratamento adequado até a tarde de sexta-feira (19).

De acordo com familiares, Danielle vinha tendo uma gravidez de risco e este seria seu primeiro filho. “Desde a semana passada ela vinha tendo inchaço, diarréia e vômito. O obstetra dela disse que era um desconforto da primeira gravidez. Ontem (quinta-feira), ela não aguentou e foi por conta própria em uma clínica fazer o ultrassom. O médico fez o exame e constatou que o bebê estava morto há pelos menos três dias”, contou a reportagem Tainah Motta, prima de Danielle.

Com a necessidade de retirar o feto da barriga, Danielle chegou ao Instituto da Mulher Dona Lindú, localizado na avenida Mario Ypiranga Filho, Adrianópolis, Zona Centro Sul de Manaus, já desidratada e sofreu um princípio de eclampsia. Segundo os familiares, Danielle não foi medicada e teve de aguentar o resto da noite sentada em uma cadeira de rodas, conseguindo um leito somente nesta sexta-feira.

“Só hoje (sexta-feira) o médico foi ler o prontuário dela. Um tal de Mauro Miralha, que foi grosso e irônico, dizendo que se nós quiséssemos podíamos ir para casa. Como vamos deixar ela aqui sozinha se nem atendimento recebeu direito?”, continuou Tainah.

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde do Amazonas (Susam) informou que nenhum procedimento em relação à retirada do feto da barriga da paciente foi tomado até o momento pelo fato da mesma estar hipertensa, esclarecendo que a paciente está recebendo o tratamento adequado.

“Por conta desta alteração e da necessidade de passar por exames de imagem, o parto precisou ser adiado. Hoje, com a pressão já estabilizada, ela recebeu medicação intravenosa que induzirá ao parto natural, procedimento indicado no caso de óbito do bebê ainda no ventre, e que evita que a mãe corra o risco de adquirir infecções”.


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