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Município do interior do AM entra em estado de alerta após morte por suspeita de H1N1

Todos os procedimentos foram realizados no paciente e na esposa, porém o camelô não reagiu ao medicamento Tamiflu, usado no tratamento da doença 02/09/2013 às 13:07
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O Hospital Vinícius Conrado entrou em estado de alerta no tratamento contra o vírus
Bruna Souza Manaus, AM

Após a morte de um camelô de 34 anos no último sábado (31), o município de Eirunepé - localizado a 1.160 quilômetros de Manaus - entrou em estado de alerta em prevenção a vírus de gripes. Márcio Silva de Souza apresentou um quadro de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) e morreu depois de ter o estado agravado por uma pneumonia que o levou a falência dos órgãos. Há suspeita de que o autônomo tenha sido vítima da influenza A (tipo H1N1).

O gerente de enfermagem do Hospital Vinícius Conrado, Francélio Vieira informou que Márcio havia chegado na cidade no dia 24 de agosto, de uma área onde já houve registros de pessoas infectadas pelo vírus. Ele apresentou sintomas de gripe, juntamente com a esposa e outros passageiros do barco.

“Ele veio de Rio Branco no Acre, onde esteve na barreira com a Bolívia para fazer compras. Ele e outros passageiros, inclusive a mulher, apresentaram os sintomas de gripe no caminho de volta. Quando chegou em Eirunepé, a vítima resolveu se cuidar em casa, fazendo apenas o uso de medicamentos caseiros e o seu estado piorou. Em uma radiografia foi possível verificar uma pneumonia grave”, declarou Francélio em entrevista ao acritica.com.

Márcio foi internado no dia 27 de agosto após ter a situação agravada pela doença. Segundo o enfermeiro, ele ficou isolado, fez vários exames e doenças como tuberculose, malária ou outros tipos foram descartadas.

“Há a suspeita de ele ter sido vítima da H1N1 pelos indícios, porém não foi possível fazer o exame que confirma o resultado. Não teríamos tempo hábil para enviar a secreção coletada para Manaus e posteriormente, seria enviada a um dos laboratórios que realiza o diagnóstico da doença”, disse.

Francélio destacou que todos os procedimentos foram realizados no paciente e na esposa, que não teve o nome divulgado, porém o camelô não reagiu ao medicamento Tamiflu, usado no tratamento da H1N1. Após a suspeita, o hospital adotou o estado de alerta e está realizando o tratamento dos demais passageiros da embarcação que apresentaram os sintomas da gripe.

Saúde

A equipe de reportagem também entrou em contato com o diretor-presidente da Fundanção de Vigilância de Saúde do Amazonas, o médico Bernadino Albuquerque, que informou que mais medicamentos para o tratamento foram enviados ao município para combater e tratar pacientes com sintomas de gripe.

Segundo ele, os principais sintomas da doença são: dor de cabeça, dor no corpo, febre, dor torácica, insuficiência respiratória e sangramento. Os pacientes que apresentarem os sintomas podem ir até uma unidade hospitalar realizar o exame e o tratamento com a medicação disponível na saúde pública do Estado.

O diretor salientou que os procedimentos médicos e de prevenção foram realizados no paciente e na esposa, assim como nos funcionários e pessoas que estiveram com Márcio para evitar a contaminação. “A suspeita sobre a infecção pelo vírus H1N1 começou após o  registro de indícios como a infecção da vítima e da esposa que não haviam sidos vacinados contra a influencia, sendo que o irmão que foi vacinado não apresentou os sintomas. Além da gravidade da doença em um rapaz de apenas 34 anos”, declarou.

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