Sábado, 20 de Julho de 2019
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Municípios do interior do AM registraram incidências de doença diarreica aguda

Benjamin Constant, Ipixuna, Iranduba, Itacoatiara, Manacapuru, Parintins e Tefé foram os que mais registraram incidências



1.jpg Limpeza do ambiente atingido pela cheia é uma das recomendações que os especialistas dão para combater a DDA
29/08/2013 às 10:25

Mais de 50 mil casos de doença diarreica aguda (DDA) foram registrados de junho até agosto no Amazonas. Os dados são da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) e servem de alerta à população sobre os cuidados com a água, principalmente, no período da vazante dos rios.

De acordo com a FVS-AM, a DDA é uma das doenças que surgem em maior número quando as águas dos rios começam a baixar. A vazante do rio Negro iniciou no último dia 17 de junho, depois de alcançar o nível máximo de cheia que foi de 29,33 metros, no dia 16 de junho. Nessa quarta-feira (27), o nível do rio Negro era de 25,99 metros.

Os dados apontam que os municípios de Benjamin Constant, Ipixuna, Iranduba, Itacoatiara, Manacapuru, Parintins e Tefé foram os que mais registraram casos de DDA nos últimos três meses. Mais de mil casos ocorreram em cada uma dessas localidades. Na capital, no entanto, foram registrados pouco mais de 23 mil casos de DDA.

Cuidados Embora seja uma doença comum neste período da vazante, o diretor-presidente da FVS-AM, Bernardino Albuquerque, alerta que a população deve redobrar os cuidados com a água e alimentos.

“Nós temos um aumento esperado de doença diarréica e também de outras doenças de veiculação hídrica nessa época de baixa de rios, porque essas águas, ao baixarem, possibilitam uma concentração maior de parasitas, vermes. À medida que a população ingere a água contaminada, contraem a doença. É importante utilizar o hipoclorito (desinfetante recomendado para purificar a água para uso e consumo humano) e quando não tiver, pelo menos, ferver a água”, orientou Albuquerque.

SintomasA doença diarreica aguda pode vir acompanhada de náuseas, vômito, febre e dor abdominal. A DDA, geralmente, dura de dois dias a duas semanas. Além disso, as formas variam desde leves até graves, com desidratação, por exemplo.

“Essa situação ocorre na época da vazante porque geralmente há um acúmulo lama e nela se proliferam microorganismos causadores de doenças. A principal prevenção é não entrar em contato com essa lama. Quando se tem encanação ou cacimbas que passam por essa lama a água ficará contaminada. As casas e os quintais que ficaram alagados também devem ser bem lavados”, completou a diretora-presidente da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), Graça Alecrim.

Mais de 23 mil casos em Manaus

Um total de 56.019 casos de doença diarreica aguda (DDA) foram registrados no Amazonas de junho a agosto;

Entre os municípios do interior do Estado que mais registraram casos da doença foram: Benjamin Constant (1.368); Ipixuna (1.069); Iranduba (1.295); Itacoatiara (1.182); Manacapuru (2.660); Parintins (1.333); e Tefé (2.857).

Segundo os dados, Manaus registrou 23.081 casos de DDA nos últimos três meses.

Nos últimos dez dias, o nível das águas do rio Negro, em Manaus, registrou as mais acentuadas baixas de água do ano.

Até o dia 17 de agosto, o rio vinha baixando na casa de 5 cm e 6 cm a cada 24 horas. Depois, disso foi para 10 cm e atingiu a mais alta baixa de 11 cm.

Na orla da cidade de Manaus, é possível ver que a água do Negro ainda não baixou o suficiente. Os bancos de areia, comuns no período, continuam submersos.

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